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Prossegue retirada de pessoas do leste de Alepo (Síria) após saída de milhares

A retirada de pessoas dos bairros sitiados no leste da cidade síria de Alepo continua hoje, após a saída de milhares de pessoas desde o início da operação na quinta-feira, segundo órgãos oficiais e ativistas.

Beirute, 16 dez (Lusa) — A retirada de pessoas dos bairros sitiados no leste da cidade síria de Alepo continua hoje, após a saída de milhares de pessoas desde o início da operação na quinta-feira, segundo órgãos oficiais e ativistas.


A agência de notícias estatal SANA afirmou que até agora um total de 8.079 “terroristas” e respetivas famílias abandonaram os distritos sitiados de Al Salahedín, Al Ansari, Al Mashad e Al Zabdie pelo corredor de Al Ramusa-Ameriya, sob a supervisão do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICR) e o Crescente Vermelho.


Essas pessoas, segundo a mesma fonte, foram retiradas de Alepo em dez operações e foram encaminhadas para zonas do sudoeste da província com o mesmo nome.


Por sua vez, o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) informou que até ao momento saíram dez grupos com 8.500 feridos, doentes, civis e combatentes do leste de Alepo, em direção ao oeste.


A ONG precisou que 3.000 dos retirados são rebeldes e cerca de 360 são feridos e doentes.


Entretanto, o OSDH disse que nenhum doente ou ferido saiu das localidades de maioria xiita de Fua e Kefraya, situados na vizinha província de Idleb e rodeados pela Frente da Conquista do Levante (filial síria da Al Qaida).


Na quinta-feira, um grupo de ambulâncias dirigiu-se para essas localidades para facilitar a retirada, que no entanto não aconteceu.


A saída dos doentes das duas cidades faz parte do acordo de retirada de Alepo, já que foi uma das condições impostas pelo Irão, aliado do Governo de Damasco, para permitir a marcha de rebeldes e civis da maior cidade do norte da Síria.


A perda de Alepo, principal bastião e símbolo da revolta na Síria, marcará o fim da rebelião nesta cidade, cuja zona oriental conquistara em 2012.


Representará também a mais importante vitória do governo desde o início da guerra civil, em 2011.


Mas são sobretudo os civis as vítimas: centenas já morreram e quase 130.000 fugiram da cidade desde o início da ofensiva pró-regime, lançada a 15 de novembro para retomar a totalidade da cidade.



FV (FPA) // JPS


Lusa/fim


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