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Programa financiado com 30 MEuro da UE apoia sistema de saúde angolano

O ministro da Saúde de Angola sublinhou a importância do Projeto de Apoio ao Setor Social da Saúde (PASS II), financiado com 30 milhões de euros pela União Europeia, no desenvolvimento e consolidação do sistema nacional de saúde.

Luanda, 05 dez (Lusa) – O ministro da Saúde de Angola sublinhou hoje a importância do Projeto de Apoio ao Setor Social da Saúde (PASS II), financiado com 30 milhões de euros pela União Europeia, no desenvolvimento e consolidação do sistema nacional de saúde.


“Este programa tem produzido ensinamentos e ferramentas que deverão servir também as outras províncias, também gostaríamos de ver reforçadas as sinergias com outros programas financiados por outros parceiros igualmente envolvidos no reforço do sistema nacional de saúde”, disse Luís Gomes Sambo na abertura do comité de direção do PASS II, que serviu para avaliação do projeto, criado em 2014, tendo já investido 27 milhões de euros do financiamento total.


Segundo o ministro, a importância do programa passa pela integração das componentes dos recursos humanos, saúde materno-infantil, planificação estratégica, gestão do sistema de informação e municipalização da prestação de cuidados de saúde.


Em declarações à imprensa, a coordenadora do projeto, Isilda Neves, disse que são beneficiárias do PASS II as províncias de Benguela, Bié, Huambo, Huíla e Luanda, onde está concentrada mais de 50 por cento da população angolana.


“Em cada uma das províncias temos intervenção em três municípios são 15 municípios alvo dessa intervenção, mas fundamentalmente a intervenção de nível central, que será de metodologias e instrumentos, que serão fundamentais para a sua replicação a nível do país”, explicou.


Isilda Neves sublinhou que inicialmente o projeto enfrentou algumas dificuldades, nomeadamente com a obtenção de vistos para a equipa de assistência técnica, provenientes de Portugal, Brasil e Espanha.


“Da nossa parte, algumas dificuldades têm a ver com a escassez de recursos humanos de especialidade, que seriam as contrapartes para a implementação do programa e que dariam a sustentabilidade desse programa”, adiantou Isilda Neves.


Por sua vez, o representante da UE em Angola, Thomas Ulicný, disse que estão ainda disponíveis três milhões de euros até 2019, data prevista para conclusão do programa.


No seu discurso, o diplomata sublinhou que o êxito do projeto depende da sua sustentabilidade e impacto, através da absorção dos conhecimentos por parte dos quadros do ministério.


“Se não for assim uma grande parte do conhecimento se perde após a sua partida” referiu Thomas Ulicný.



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