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PJ a fazer buscas em Oliveira de Azeméis e mais quatro câmaras

As cinco câmaras municipais investigadas no âmbito da operação policial “Ajuste Secreto” estão a ser alvo de buscas, designadamente a Câmara de Oliveira de Azeméis, disse à Lusa fonte policial ligada ao processo.

As cinco câmaras municipais investigadas no âmbito da operação policial “Ajuste Secreto” estão hoje a ser alvo de buscas, designadamente a Câmara de Oliveira de Azeméis, disse à Lusa fonte policial ligada ao processo.

Em declarações à Lusa, fonte da Polícia Judiciária avançou ainda que entre os sete detidos, no âmbito da operação, estão empresários relacionados com o “setor da construção civil” e que entre os cinco clubes de futebol alvo de buscas policiais estão o União Desportiva Oliveirense, Atlético Clube de Cucujães e Futebol Clube Macieirense.

A operação “Ajuste Secreto”, anunciada hoje pela Polícia Judiciária, no âmbito de inquérito titulado pelo Ministério Público — Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Aveiro, Secção de Santa Maria da Feira, já levou à detenção de sete pessoas por suspeitas de crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, peculato e tráfico de influência, designadamente o presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Isidro Figueiredo, e o ex-presidente Hermínio Loureiro.

Segundo a PJ, alguns dos detidos foram hoje conduzidos às câmaras municipais envolvidas para realização de buscas.

“A investigação permitiu até ao momento a obtenção de fortes indícios da existência de relações privilegiadas entre os suspeitos que, ao longo do último ano, têm visado a realização de diversas obras em diferentes localidades, manipulando as regras de contratação pública”, lê-se no comunicado de imprensa enviado hoje à comunicação social. A judiciária refere ainda que nesta operação realizou-se um total de 31 buscas, envolvendo vários magistrados do Ministério Público e cerca de 90 elementos da Polícia Judiciária.

Hermínio Loureiro, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol e antigo presidente do Conselho Metropolitano do Porto, renunciou em dezembro de 2016 ao mandato de presidente da câmara de Oliveira de Azeméis (eleito pelo PSD), não avançando com nenhuma razão em concreto para justificar a sua decisão. Numa nota dirigida ao município, Hermínio Loureiro escreveu “que é muitas vezes mais importante saber sair da cena política, do que a ela se apresentar”.

 


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