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Papa Francisco criticou a “orfandade espiritual”, um “cancro que corrói a alma”

O papa Francisco criticou, na primeira missa de 2017, “a corrosiva doença da ‘orfandade espiritual'”, que considera “um cancro que silenciosamente corrói e degrada a alma” e que traz “vazio e solidão”.

Cidade do Vaticano, 01 jan (Lusa) – O papa Francisco criticou hoje, na primeira missa de 2017, “a corrosiva doença da ‘orfandade espiritual'”, que considera “um cancro que silenciosamente corrói e degrada a alma” e que traz “vazio e solidão”.


“A orfandade espiritual é um cancro que silenciosamente corrói e degrada a alma”, disse o papa perante milhares de fiéis que assistiam à missa na Basílica de S.Pedro, no dia em que a Igreja festeja a Jornada Mundial da Paz.


“A perda dos laços que nos unem, típica da nossa cultura fragmentada e dividida, faz com que cresça este sentimento de orfandade e, portanto, de grande vazio e solidão. A falta de contacto físico (e não virtual) vai corroendo os nossos corações”, fazendo com que percam a capacidade da ternura e da compaixão, alertou o líder da igreja católica.


Na sua homília, Jorge Bergoglio defendeu que a humildade e a ternura “não são virtudes dos débeis, mas sim dos fortes” e realçou que “não é necessário maltratar os outros para sentir-se importante”.


Nas sociedades atuais, salientou o pontífice, há o risco de sucumbir àquilo que chamou “corrosiva doença da ‘orfandade espiritual'” que aparece quando não existe “o sentido de pertença a uma família, a um povo, a uma terra, a Deus”.


“Essa orfandade ganha espaço no coração narcisista que só sabe olhar para si próprio e para os seus interesses e cresce quando nos esquecemos que a vida foi um presente” e que “somos convidados a partilhá-la nesta casa comum”, acrescentou.


Esta atitude, criticou, “é um cancro que silenciosamente corrói e degrada a alma”.


“Somente dentro de uma comunidade, de uma família, as pessoas podem encontrar ‘o clima’, ‘o calor’ que nos permite aprender a crescer humanamente e não como meros objetos convidados a ‘consumir e ser consumidos'”, realçou o papa Francisco.


“Não somos mercadorias que se trocam ou terminais recetores de informação. Somos filhos, somos família, somos povo de Deus”, disse ainda.


O pontífice mencionou ainda o papel das mães que defendeu serem “o antídoto mais forte” contra as tendências individualistas e egoístas já que “sabem dar o testemunho da ternura e da entrega incondicional”.



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