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Moçambique precisa de 8,7 ME para fazer face à época das chuvas

Moçambique precisa de 650 milhões de meticais (8,7 ME) para assistir mais de 1,3 milhões de pessoas que poderão ser afetadas pelas cheias na presente época chuvosa, informou o diretor-geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades.

Maputo, 16 dez (Lusa) – Moçambique precisa de 650 milhões de meticais (8,7 milhões de euros) para assistir mais de 1,3 milhões de pessoas que poderão ser afetadas pelas cheias na presente época chuvosa, informou hoje o diretor-geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).


João Machatine, que falava à margem de uma reunião entre quadros do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e os parceiros internacionais, disse que o plano de contingência para a época chuvosa, entre outubro de 2016 e março de 2017, está orçado em 810 milhões de meticais (10,8 milhões de euros), mas o Governo apenas possui 160 milhões de meticais (2,1 milhões de euros).


“Temos esperança de que vamos conseguir apoio para fazer face ao momento”, declarou o diretor-geral do INGC, acrescentando que a ajuda às populações nestes momentos não é feita apenas a partir de doações monetárias e o envolvimento da sociedade civil tem sido importante para mitigar o impacto das calamidades.


As províncias de Gaza, Zambézia, Nampula e Sofala são apontadas como as mais vulneráveis na presente época chuvosa, com uma previsão abrangendo acima de 100 mil pessoas afetadas.


No que diz respeito à seca, que ainda afeta alguns pontos do país, o diretor-geral do INGC disse que a situação está controlada e as ações para a assistência das populações continuam.


“Nós precisávamos de 204 milhões de dólares (195 milhões de euros) para assistir as pessoas afetadas pela seca. Temos até agora 148 milhões de dólares (141 milhões de euros) e, agregando este valor à comparticipação do Governo, estamos bem”, declarou João Machatine.


Dados oficiais indicam que mais de 1,4 milhões de pessoas estão em situação de insegurança alimentar devido aos desastres naturais em Moçambique, que foi atingido no último ano pelo fenómeno climático El Niño mais potente das últimas décadas.


Moçambique é sazonalmente atingido por cheias, fenómeno justificado pela sua localização geográfica, a jusante da maioria das bacias hidrográficas da África Austral, mas o sul do país é afetado por secas prolongadas e que este ano atingem também as províncias da região centro.


Além de Moçambique, a seca que afeta vários países da África Austral levou o Malaui, a Zâmbia e o Zimbabué a declararem o estado de emergência devido à falta de alimentos.



EYAC // VM


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