Empresária de Tomar contrata filho de amiga para matar ex-marido

A empresária de Tomar que mandou matar o ex-marido foi tramada pelo autor do crime, que acabou por confessar. O plano previa agressões e simulação de suicídio, atirando o automóvel da vítima ao mar.

Empresária de Tomar contrata filho de amiga para matar ex-marido

Empresária de Tomar contrata filho de amiga para matar ex-marido

A empresária de Tomar que mandou matar o ex-marido foi tramada pelo autor do crime, que acabou por confessar. O plano previa agressões e simulação de suicídio, atirando o automóvel da vítima ao mar.

Uma empresária de Tomar de 60 anos terá contratado o filho de uma amiga para matar o ex-marido, emigrante na Suíça de quem se tinha divorciado recentemente de forma litigiosa. O autor do crime encomendado acabaria, contudo, por denunciar o plano da mulher, julgada agora no Tribunal de Santarém por crime de homicídio qualificado na forma tentada.

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Plano da empresária consistiria em simular suicídio

Segundo a decisão instrutória do processo – citada pelo CM –, os factos remontam a 2016, quando a arguida terá tentado convencer o filho da amiga a seguir e a matar o ex-marido quando este viesse a Portugal, nas férias. Além de dinheiro, a empresária forneceu-lhe um antigo cartão de cidadão da vítima, matrículas de carros que habitualmente conduzia e vários dos locais que frequentava. O plano consistia em deixar a vítima inconsciente com “pancadas na cabeça” e atirá-la no interior do carro por uma ravina na Nazaré, simulando suicídio.

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Arguida nega todos os factos e diz tratar-se de vingança da amiga

O homem contratado, testemunha neste processo, contou o plano da arguida ao ex-marido, que apresentou queixa-crime. No início da investigação, o caso viria a ser arquivado pelo Ministério Público, mas a vítima requereu abertura de instrução e a empresária de Tomar acabou por ser pronunciada. Nega “cabalmente todos os factos que lhe são imputados”, afirmando que os relatos da amiga e do filho, o alegado executor, são “vingança pessoal por se recusar a dar-lhes dinheiro e um carro”. Foi ainda investigada a hipótese de a arguida querer a morte do ex-marido para herdar a reforma na Suíça e os bens do sogro, proprietário de vários prédios em Tomar.

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