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Detido ex-administrador de empresa farmacêutica na operação do negócio do plasma

A Polícia Judiciária deteve um ex-administrador de uma empresa farmacêutica, em colaboração com as autoridades alemãs, no âmbito da operação que investiga o negócio do plasma, foi divulgado.

Lisboa, 15 dez (Lusa) — A Polícia Judiciária deteve um ex-administrador de uma empresa farmacêutica, em colaboração com as autoridades alemãs, no âmbito da operação que investiga o negócio do plasma, foi hoje divulgado.


Segundo uma nota da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ, o detido está a ser presente às autoridades judiciais da Alemanha, a fim de que seja validada a sua detenção e decidida a sua entrega às autoridades portuguesas.


Nesta nota, a PJ não especifica se o detido é ou não Paulo Lalanda de Castro, que na quarta-feira apresentou a demissão de administrador e de todas as outras funções na Octapharma, na sequência da investigação ao negócio do plasma e que envolve a farmacêutica.


No âmbito desta investigação ao negócio do plasma, operação a que foi dada o nome de “O negativo”, foi detido na terça-feira o ex-presidente da Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) Cunha Ribeiro.


Em causa estão crimes de corrupção ativa e passiva e crimes conexos, relacionados com negócios com o plasma, que terão lesado o Estado em cerca de 100 milhões de euros.


Segundo a Procuradoria-geral da República, “no inquérito investigam-se suspeitas de obtenção, por parte de uma empresa de produtos farmacêuticos, de uma posição de monopólio no fornecimento de plasma humano inativado e de uma posição de domínio no fornecimento de hemoderivados a diversas instituições e serviços que integram o Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.


Além de Cunha Ribeiro e de um representante da Associação Portuguesa de Hemofilia, foram igualmente constituídos arguidos neste caso dois advogados.



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