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Com ou sem fartura, famílias em Luanda não dispensam bacalhau no Natal

A reunião familiar à volta de uma mesa recheada onde o peru, o porco assado e as batatas cozidas com bacalhau são indispensáveis é um ritual seguido a preceito pelas famílias na capital angolana na ceia de Natal, apesar das dificuldades.

Luanda, 24 dez (Lusa) – A reunião familiar à volta de uma mesa recheada onde o peru, o porco assado e as batatas cozidas com bacalhau são indispensáveis é um ritual seguido a preceito pelas famílias na capital angolana na ceia de Natal, apesar das dificuldades.


“O Natal em família, sendo católica, é mesmo uma cultura que a gente vive todos os anos. Preparamos o Natal com muita alegria, independentemente do que a gente tem para comer, as batatas cozidas que são tradicionais, e vamos vivendo com alegria”, conta Claudete Gaspar, em conversa com a Lusa.


Manda a tradição assistir à missa do galo antes da consoada e de uma mesa recheada, à medida das possibilidades de cada um e onde se coloca de tudo um pouco.


Nair Ramiro, residente no centro da cidade de Luanda, afirma que “com ou sem crise” festeja o natal com muita alegria “por ser um momento intimo” e de proximidade para com a família.


“Na família, esse momento é bastante especial por isso cumprimos a rigor, apesar da crise que continua a afetar-nos. O que não pode faltar na ceia de Natal é o bacalhau, os bolos e aquele delicioso churrasco de porco”, garante.


Para Eugénia Luís, habitante da Ilha de Luanda, no seio familiar a noite de 24 para 25 de dezembro é esperada com alegria: “A família, como é religiosa, faz questão que todos estejam acordados [à meia-noite] para celebrar o nascimento de Jesus”.


“Há sim um ritual tradicional e que não abdicamos por nada, sentamo-nos à mesa com a família e o bacalhau é indispensável, não pode falhar. Basta tocar a meia-noite, para começamos a ceia”, explica.


A tradição da ceia de Natal é assim cumprida quase à risca por milhares de famílias em Luanda, como a da jovem Iolanda Luís, de 24 anos.


“Ficamos todos reunidos, trocamos o presente e neste ambiente o bacalhau não pode faltar. O mais essencial é a família reunida, e depois o bacalhau e outros mimos surgem espontaneamente. É um momento único, que aguardo com emoção”, assume.



DYAS // VM


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