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Brasil: Ex-diretor da Odebrecht afirma que pessoas próximas do PR receberam dinheiro

O ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Claudio Melo Filho contou que 10 milhões de reais (2,8 milhões de euros) em dinheiro vivo foram entregues a pessoas próximas do Presidente brasileiro, Michel Temer, segundo a revista Veja.

Brasília, 09 dez (Lusa) – O ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Claudio Melo Filho contou que 10 milhões de reais (2,8 milhões de euros) em dinheiro vivo foram entregues a pessoas próximas do Presidente brasileiro, Michel Temer, segundo a revista Veja.


No ‘site’ da revista brasileira, lê-se que a quantia, que tinha sido pedida por Michel Temer a Marcelo Odebrecht em 2014, foi entregue a Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, e ao advogado José Yunes, amigo, assessor especial de Michel Temer e um dos seus conselheiros mais próximos durante a campanha eleitoral de 2014.


Em 82 páginas, Claudio Melo Filho, que está a colaborar com a justiça prestando informações em troca de eventual redução de pena, contou como a empreiteira comprou, com subornos bilionários, integrantes dos poderes executivo e legislativo.


A edição eletrónica da Veja de hoje avançou ainda que deputados, senadores, ministros, ex-ministros e assessores da ex-presidente Dilma Rousseff também receberam subornos, tendo o dinheiro ilícito chegado a pessoas de todos os partidos.


Para provar as suas declarações, Claudio Melo Filho apresentou emails, extratos telefónicos e folhas de cálculo, inclusive uma mensagem em que o ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, combinava pagamentos a políticos importantes, referindo-se a eles como “Justiça”, “Boca Mole”, “Caju”, “Índio”, “Caranguejo” e “Botafogo”.


No início de agosto, a mesma revista avançou que Marcelo Odebrecht contou às autoridades que Michel Temer lhe pediu apoio financeiro num jantar com membros do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), em 2014, e que lhe doou 10 milhões de reais.


Na altura, a revista citou o gabinete de Michel Temer, que confirmou o jantar e a discussão sobre o “apoio financeiro da empresa de construção Odebrecht para a campanha eleitoral do PMDB”, garantindo que ele ocorreu em “concordância total com a legislação eleitoral” brasileira.


Michel Temer nunca foi acusado na Operação Lava Jato, que investiga um mega esquema de corrupção na Petrobras e que envolve dezenas de políticos, incluindo alguns dos seus aliados.



ANYN(SP)//APN


Lusa/Fim


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