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Autoridades querem evitar fuga do alegado homicida de segurança de discoteca em Coimbra

As autoridades portuguesas estão em contacto com polícias internacionais para evitar a fuga de Portugal do presumível autor do homicídio de um segurança de uma discoteca de Coimbra, disse uma fonte da Polícia Judiciária.

Coimbra, 10 jan (Lusa) — As autoridades portuguesas estão em contacto com polícias internacionais para evitar a fuga de Portugal do presumível autor do homicídio de um segurança de uma discoteca de Coimbra, disse hoje uma fonte da Polícia Judiciária.


A fonte da PJ afirmou à agência Lusa que estão a ser realizados “esforços bastante grandes” para localizar o suspeito, um cidadão de nacionalidade brasileira, de 21 anos, que se encontra a monte mais de 48 horas após a prática do crime.


“Estamos em contacto com organizações policiais internacionais para evitar a sua fuga”, acrescentou, frisando que o jovem, com antecedentes criminais, “é um cidadão estrangeiro” oriundo do Brasil.


O fugitivo é suspeito de ter assassinado a vítima com nove disparos de arma de fogo, ao início da manhã de domingo, pouco antes das 08:00, quando a discoteca já tinha encerrado.


A vítima é um homem com cerca de 30 anos, natural da Guiné-Bissau, que fazia habitualmente serviço de segurança naquele estabelecimento de diversão noturna, no centro de Coimbra, no exterior do qual se verificou o tiroteio.


Os primeiros tiros foram disparados a partir de uma viatura em andamento conduzida por um amigo do agressor, mas, segundo diversos relatos publicados nos últimos dois dias, o atirador regressou depois ao local e fez novos disparos sobre a vítima, quando esta já estava em agonia.


O crime ocorreu após uma altercação no interior entre a gerente da discoteca, na avenida Afonso Henriques, e uma cliente, supostamente namorada do presumível autor do homicídio.


O trabalhador da segurança interveio para pôr termo à situação e expulsar esta mulher da discoteca, acabando por ser ferido mortalmente pelo cliente de nacionalidade brasileira.


Outra mulher que estava na companhia do homem abatido foi também atingida por alguns disparos e teve de receber tratamento na urgência dos Hospitais da Universidade de Coimbra.



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