Mãe de adolescente que se suicidou depois de violada divulga carta da filha

Mãe de adolescente que se suicidou depois de violada divulga carta da filha

«O meu nome é Cassidy Trevan e fui violada», escreveu a adolescente, que tinha 15 anos quando colocou termo à própria vida.

Cassidy Trevan tinha 15 anos quando cometeu suicídio. Colocou termo à vida depois de ter sido violada há dois anos por um grupo de adolescentes, na Austrália.

A mãe de Cassidy, Linda Trevan, autorizou a divulgação pública da carta que a adolescente deixou antes de tirar a própria vida.

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«O meu nome é Cassidy Trevan e fui violada», escreveu a adolescente. No texto, relata o crime e alerta outras raparigas sobre o imperativo de se saberem defender. A carta de Cassidy, porém, não chegou a ser enviada.

Cassidy tinha 13 anos quando aconteceu o abuso sexual. Acompanhou um grupo de colegas a uma casa que julgava pertencer a uma delas, mas acabou vítima de dois homens desconhecidos.

A menina era vítima de bullying por parte deste mesmo grupo de colegas, que fingiram arrependimento apenas para proporcionarem o crime.

Cassidy acusa pessoal docente e não docente de nada terem feito para evitar o bullying que teve a consequência extrema de ter sido violada

«Se alguém tentar fazer isto convosco, acreditem em mim, vale a pena lutar! Lutem! Se não o fizerem, vão arrepender-se para o resto da vida, como eu», escreveu a Cassidy.

«Estou a escrever isto porque mais de 1.500 alunos dos sete aos 2 anos estão nesta escola e todos precisam de ser alertados. Faço-o pelo que aconteceu comigo e porque ninguém, professores ou outras pessoas, fez alguma coisa para me ajudar.»

A violação deixou sequelas psicológicas irreparáveis em Cassidy. A mãe afirma que a adolescente tinha constantes pesadelos, ataques de pânico e crises de ansiedade, decorrentes do abuso. Além disso, não deixou de sofrer bullying.

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«Ano e meio depois [de ser violada], continuo a receber mensagens de colegas estudantes que nunca conheci a chamarem-me puta», confessava na parte final da carta que Linda resolveu agora permitir que se divulgasse… «Quero, finalmente, ficar em paz.»

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