Veteranos de guerra dos EUA contra proibição de entrada por prejudicar intérpretes

Veteranos de guerra dos EUA contra proibição de entrada por prejudicar intérpretes

Veteranos de guerra dos Estados Unidos disseram-se indignados com a proibição de entrada de pessoas de sete países muçulmanos, que bloqueou os vistos de intérpretes iraquianos que arriscaram a vida para ajudar as tropas norte-americanas.

San Diego, Estados Unidos, 31 jan (Lusa) — Veteranos de guerra dos Estados Unidos disseram-se indignados com a proibição de entrada de pessoas de sete países muçulmanos, que bloqueou os vistos de intérpretes iraquianos que arriscaram a vida para ajudar as tropas norte-americanas.


Milhares de veteranos que combateram no Iraque e no Afeganistão assinaram petições contra a medida do Presidente Donald Trump e muitos dizem sentir-se traídos pela ordem executiva assinada na sexta-feira, que também suspende a admissão de refugiados para os Estados Unidos durante 120 dias e todos os refugiados sírios por um período indefinido.


Os combatentes consideram esta questão pessoal já que lembram que deram a sua palavra às pessoas que ajudaram as tropas e prometeram que os Estados Unidos as iam proteger e às suas famílias.


“Esta administração acabou de me fazer um mentiroso de uma forma muito significativa, e não estou disposto a aceitar isto”, disse o veterano Michael Breen, que combateu no Iraque e no Afeganistão e é presidente e CEO do Truman National Security Project, um ‘think-tank’ sem fins lucrativos sedeado em Washington.


O Pentágono está a compilar nomes dos iraquianos que apoiaram os Estados Unidos para ajudar a isentá-los da medida.


No entanto, os veteranos consideram que será difícil incluir toda a gente na lista, e alertam que esta proibição envia uma mensagem a soldados iraquianos e a outros insurgentes muçulmanos de que os Estados Unidos não os querem.


“Esta ordem executiva não é apenas uma sentença de morte para iraquianos e afegãos que serviram fielmente as tropas norte-americanas, como parece ser uma sentença de morte para o nosso pessoal que está no Médio Oriente”, disse o antigo capitão do exército, Matt Zeller, que gere a organização não-governamental No One Left Behind, que tenta trazer intérpretes do Iraque e Afeganistão para os Estados Unidos.


“Só estou vivo porque o meu tradutor afegão muçulmano salvou a minha vida ao matar dois combatentes talibãs que estavam prestes a matar-me numa batalha”, disse.


O Afeganistão não está na lista dos sete países, mas a suspensão do programa de refugiados está a afetar os tradutores afegãos que receberam vistos especiais por ajudarem as tropas norte-americanas.



ISG//FV

By Impala News / Lusa


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