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Vaticano diz que eleições são a única solução para crise na Venezuela

A crise que a Venezuela atravessa está a atingir um nível “verdadeiramente dramático” e a “solução verdadeira” é a realização de eleições, defendeu o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin.

Cidade de Vaticano, 19 mai (Lusa) — A crise que a Venezuela atravessa está a atingir um nível “verdadeiramente dramático” e a “solução verdadeira” é a realização de eleições, defendeu o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin.


“Eu já o disse e repito-o, que neste momento a solução verdadeira é a das eleições: dar ao povo a possibilidade de se expressar como quiser”, declarou o cardeal, segundo a Rádio Vaticano.


O secretário de Estado disse que o recurso às urnas significa “voltar a dar a soberania ao povo e permitir-lhe determinar o seu presente e o seu futuro”.


“Nós esperamos que seja sempre dada essa possibilidade”, acrescentou, quanto à hipótese de o Vaticano oferecer os seus serviços de mediação para superar a situação na Venezuela.


“Porque, caso se abrisse uma [possibilidade], isso quereria dizer que a situação, em certo sentido, estaria melhor”, afirmou Parolin.


“Portanto, resta-nos exprimir a nossa esperança de que isto ocorra, porque aquilo está a converter-se em [algo] verdadeiramente dramático e corre o risco de ser ainda mais dramático”, considerou o cardeal.


No passado dia 06 de maio, a Conferência Episcopal da Venezuela informou que o papa Francisco escreveu uma carta aos bispos venezuelanos, instando-os a fazer tudo o que é possível para que se estabeleçam pontes entre o executivo do Presidente, Nicolás Maduro, e os seus opositores, na busca de soluções para a crise nacional.


“Tal como vós, estou convencido de que os grandes problemas da Venezuela podem ser solucionados se houver vontade de estabelecer pontes, de dialogar seriamente e de cumprir com os acordos alcançados. Exorto-vos a continuar a fazer tudo o que seja necessário para que este difícil caminho seja possível”, manifestou o papa, nessa carta.


No final de abril, Francisco tinha lançado um apelo ao Governo e à sociedade da Venezuela para que evitem mais violência e pediu “soluções negociadas” e respeito pelos direitos humanos, num país numa “grave crise humanitária”.


O líder da Igreja Católica também já tinha defendido que o regresso ao diálogo político entre o Governo e a oposição deve ocorrer mediante “condições muito claras”.


As manifestações na Venezuela, a favor e contra o Presidente, Nicolás Maduro, intensificaram-se desde o passado dia 01 de abril, depois de o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) divulgar duas sentenças que limitavam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assumia as funções do parlamento.


Entre queixas sobre o aumento da repressão, a oposição manifesta-se na rua também contra a convocatória de uma Assembleia Constituinte, feita a 01 de maio por Nicolás Maduro.


Dados oficiais dão conta de que pelo menos 44 pessoas já morreram desde o início da crise.



JH (FPG) // FPA

By Impala News / Lusa


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