Turismo de golfe no Algarve gerou em 2017 uma riqueza global de 500 ME

Turismo de golfe no Algarve gerou em 2017 uma riqueza global de 500 ME

O turismo de golfe no Algarve gerou em 2017 uma riqueza global de 500 milhões de euros e originou 16.800 empregos, indica um estudo hoje divulgado pela Associação de Turismo do Algarve (ATA).

Faro, 10 abr (Lusa) – O turismo de golfe no Algarve gerou em 2017 uma riqueza global de 500 milhões de euros e originou 16.800 empregos, indica um estudo hoje divulgado pela Associação de Turismo do Algarve (ATA).


Em comunicado, a agência responsável pela promoção turística da região adiantou que, de acordo com o estudo realizado, o golfe “foi responsável pela obtenção de gastos turísticos na ordem dos 370 milhões de euros”, o que representa um valor acrescentado bruto total de 500 milhões de euros.


De acordo com a ATA, o estudo, encomendado a uma multinacional, “permitiu obter uma caracterização dos hábitos de consumo do turista de golfe e quantificar o seu impacto no tecido económico da região do Algarve no ano de 2017”, uma vez que na~o existiam, ate´ ao momento, “dados concretos” sobre a criação de valor associada a` prática de golfe na região.


De acordo com os resultados do estudo, os gastos dos jogadores de golfe “ativam va´rios setores da economia regional e nacional, gerando-se impactos diretos, indiretos e induzidos, atrave´s do valor acrescentado, de empregos, impostos e balanc¸as comerciais”.


Segundo a ATA, a ana´lise ao setor do golfe “permitiu identificar multiplicadores de receitas em toda a regia~o, que se traduziram numa criação de valor acrescentado bruto, em alguns casos superior a 60%”.


Citado no comunicado, o presidente daquela associação referiu que os resultados do estudo comprovam o reconhecimento da indu´stria do golfe como um setor econo´mico de extrema importa^ncia em Portugal e, em particular, no Algarve”.


De acordo com Carlos Gonc¸alves Lui´s, “atrave´s desta ferramenta anali´tica”, é possível agora dispor “de uma base de conhecimento concreta sobre este produto”.


Atualmente, o Algarve assegura aproximadamente 70% do total nacional de voltas de golfe, tendo no ano de 2017 sido jogadas 1.341 milho~es de voltas na regia~o.


“Reunindo condic¸o~es i´mpares para a pra´tica desta modalidade ao longo de todo o ano, podemos encontrar neste produto um forte contributo para o combate a` sazonalidade”, defende o presidente da ATA.


Este estudo permitiu ainda trac¸ar o perfil do golfista que visita o Algarve, tendo sido verificado que os turistas que visitam o Algarve tendo como principal motivac¸a~o a pra´tica de golfe apresentam uma elevada fidelizac¸a~o ao destino.


Também citada no comunicado, Dora Coelho, diretora executiva da ATA, sublinha que “87% dos jogadores inquiridos ja´ tinham visitado o Algarve no passado, um indicador muito expressivo no que toca a` satisfac¸a~o dos turistas”.


O turista de golfe no Algarve tem um gasto me´dio de cerca de 1.500 euros na sua estadia, ficando instalado em hote´is de quatro ou cinco estrelas.


No que toca a` nacionalidade, a maioria é de origem brita^nica (73%), um indicador que esta´ diretamente relacionado com o nu´mero de ligac¸o~es ae´reas que o destino apresenta para esse mercado.


Na escolha do Algarve como destino de fe´rias pesam fatores influenciadores como o clima ameno (79% dos inquiridos) e a qualidade dos campos (56%).



MAD // MLS

By Impala News / Lusa


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