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Trump critica custos dos aviões militares F-35 e defende poupança de milhões de dólares

O custo do programa dos caça-bombardeiros F-35, o maior programa militar na história dos Estados Unidos, está “fora de controlo”, escreveu hoje o Presidente americano eleito, Donald Trump, na rede social Twitter, citada pelas agências internacionais.

Washington, 12 dez (Lusa) — O custo do programa dos caça-bombardeiros F-35, o maior programa militar na história dos Estados Unidos, está “fora de controlo”, escreveu hoje o Presidente americano eleito, Donald Trump, na rede social Twitter, citada pelas agências internacionais.


“O programa F-35 e o seu custo estão fora de controlo. Muitos mil milhões de dólares podem — e vão — ser poupados em aquisições militares (e outras) depois de 20 de janeiro”, prometeu Trump, numa altura em que existem informações de que os custos e o calendário do programa derraparam significativamente face às estimativas iniciais.


A fabricante de material aeronáutico e de armamento norte-americana Lockheed Martin tem um contrato de 1,5 triliões de dólares (1,4 biliões de euros) até 2070 para desenvolver a última geração destes aviões de combate. Cada aparelho está estimado custar 100 milhões de dólares (cerca de 94 milhões de euros).


Lançado no início da década de 1990, o programa F-35 é um dos mais caros da história militar norte-americana.


Na semana passada, e também devido aos montantes monetários envolvidos, Trump defendeu o cancelamento do contrato milionário com a fabricante Boeing para a construção de um novo avião presidencial ‘Air Force One’, classificando mesmo os custos envolvidos como “ridículos”.


“A Boeing está a construir um novo ‘Air Force One’ 747 para futuros Presidentes, mas os custos estão fora de controlo, mais de quatro mil milhões de dólares [3,7 mil milhões de euros]. Cancelar encomenda”, escreveu na altura Trump no Twitter.


O projeto foi atribuído à construtora americana Boeing em janeiro de 2015 e na altura estava avaliado em cerca de três mil milhões de dólares (2,7 mil milhões de euros). A conclusão do projeto está prevista para 2024.


O Presidente eleito confirmou hoje igualmente a escolha do general aposentado John Kelly para assumir a pasta da Segurança Interna, nome que tinha sido avançado na semana passada pelos ‘media’ americanos.


Este antigo fuzileiro naval (‘marine’) de 66 anos estará à frente do Departamento que assume a responsabilidade da segurança interna dos Estados Unidos (incluindo a luta contra o terrorismo em território americano), mas também o controlo das fronteiras norte-americanas, da imigração e dos processos de naturalização.


John Kelly, que perdeu um filho militar no Afeganistão, dirigiu entre 2012 até ao ano corrente o Comando Sul, o comando militar norte-americano que abrange a América Latina. Neste cargo, este general aposentado foi responsável pela controversa prisão militar de Guantánamo, em Cuba.


“É a pessoa certa para liderar a missão urgente de travar a imigração ilegal e de garantir a segurança das nossas fronteiras”, disse Trump, num comunicado divulgado hoje.


Donald Trump, vencedor das eleições do passado dia 08 de novembro, será empossado a 20 de janeiro de 2017, numa cerimónia pública junto ao edifício do Capitólio, em Washington.



SCA // JMR


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