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Trabalhadores da indústria do jogo pedem aumentos salariais nas ruas de Macau

Entre 200 e 300 trabalhadores da indústria do jogo manifestaram-se hoje nas ruas de Macau para pedir aumentos salariais e a redução do universo de mão-de-obra contratada ao exterior.

Macau, China, 09 jan (Lusa) — Entre 200 e 300 trabalhadores da indústria do jogo manifestaram-se hoje nas ruas de Macau para pedir aumentos salariais e a redução do universo de mão-de-obra contratada ao exterior.


O protesto — que juntou aproximadamente 200 pessoas segundo a polícia e 300 de acordo com a organização — decorreu de forma pacífica, terminando junto à sede do Governo com a entrega de uma petição apelando ao executivo para que pressione as operadoras a atender as reivindicações.


Além de aumentos, os trabalhadores das seis concessionárias e subconcessionárias de jogo, sobretudo dos casinos, mas também de segmentos conexos como da hotelaria e restauração, pediram também uma redução do universo de mão-de-obra importada.


Albert Lee, de 40 anos, foi um dos participantes. “Queremos um aumento de 5%”, disse, salientando que não têm aumentos salariais há dois anos.


A indústria do jogo, o principal motor da economia de Macau, iniciou, em junho de 2014, uma curva descendente que durou até agosto de 2016 e pôs termo a 26 meses consecutivos de quedas anuais das receitas.


Em dezembro, as receitas dos casinos subiram pelo quinto mês consecutivo (8%), depois de 14,4% em novembro, de um aumento de 8,8% em outubro, de 7,4% em setembro e de 1,1% em agosto.


O setor das lotarias e outros jogos de apostas contava, no final de junho, com 55.708 trabalhadores a tempo inteiro, com uma remuneração média de 22.060 patacas (2.626 euros) excluindo as participações nos lucros e os prémios, segundo dados oficiais.


Do total, 24.285 eram “croupiers”, uma função que é exercida exclusivamente por residentes – medida ‘protecionista’ numa terra onde a mão-de-obra importada representa mais de um quarto da população.



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