Síria: UE ao lado dos seus aliados e ao lado da justiça, afirma Conselho Europeu

Síria: UE ao lado dos seus aliados e ao lado da justiça, afirma Conselho Europeu

Os EUA, a França e o Reino Unido realizaram hoje uma série de ataques com mísseis contra alvos associados à produção de armamento químico na Síria.

Bruxelas, 14 abr (Lusa) — O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou hoje que a União Europeia “está ao lado dos seus aliados e ao lado da justiça”, em reação ao ataque militar realizado hoje na Síria.


“Os ataques dos EUA, França e Reino Unido mostram claramente que o regime sírio, com a Rússia e o Irão, não podem continuar com esta tragédia humana, pelo menos sem terem custos”, escreveu Donald Tusk, na sua conta de Twitter.


Os EUA, a França e o Reino Unido realizaram hoje uma série de ataques com mísseis contra alvos associados à produção de armamento químico na Síria, em resposta a um alegado ataque com armas químicas na cidade de Douma, Ghuta Oriental, por parte do Governo de Bashar al-Assad.


A ofensiva consistiu em três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas, informou o Pentágono.


O Presidente dos EUA justificou o ataque como uma resposta à “ação monstruosa” realizada pelo regime de Damasco contra a oposição e prometeu que a operação irá durar “o tempo que for necessário”.


O embaixador da Rússia em Washington, Anatoli Antonov, advertiu que este ataque “não ficará sem consequências”.


Peritos da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) tinham previsto iniciar hoje uma investigação sobre o alegado ataque com armas químicas. A missão recebeu um convite do Governo sírio, sob pressão da comunidade internacional.


Mais de 40 pessoas morreram e 500 foram afetadas no ataque de 07 de abril contra a cidade rebelde de Douma, em Ghuta Oriental, que, segundo organizações não-governamentais no terreno, foi realizado com armas químicas.


A oposição síria e vários países acusam o regime de Al-Assad da autoria do ataque, mas Damasco nega e o seu principal aliado, a Rússia, afirmou que o ataque foi encenado com a ajuda de serviços especiais estrangeiros.



PJA // JLG


By Impala News / Lusa


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