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Sindicatos esperam aumento no salário mínimo em Angola até abril

O secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores Angolanos – Confederação Sindical (UNTA-CS), Manuel Viage, defendeu o ajustamento do salário mínimo nacional acima da taxa de inflação, algo que espera ver concretizado até abril.

Luanda, 10 jan (Lusa) – O secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores Angolanos – Confederação Sindical (UNTA-CS), Manuel Viage, defendeu o ajustamento do salário mínimo nacional acima da taxa de inflação, algo que espera ver concretizado até abril.


A posição foi manifestada pelo líder sindical em declarações à Lusa, acrescentando deverá igualmente constar das discussões com o Governo, ainda no primeiro trimestre deste ano, o “ajustamento dos salários dos funcionários públicos”.


“Estamos a ver que tudo indica que as discussões a volta do ajustamento do salário dos funcionários públicos incluirão também uma abordagem da questão do salário mínimo nacional”, afirmou Manuel Viage.


Para 2017, o Governo inscreveu no Orçamento Geral do Estado uma previsão de inflação de 15,8%.


Dependendo do setor de atividade, o salário mínimo nacional em Angola está fixado desde 2014 entre os 15.000 e os 22.000 kwanzas (85 a 125 euros), tendo entretanto o país mergulhado numa profunda crise financeira, devido à forte quebra nas receitas com a exportação de petróleo.


A inflação a um ano ultrapassou em novembro os 41%, mas já em maio o Governo nomeou um grupo técnico para estudar uma proposta de revisão do salário mínimo angolano, levando em conta variantes como o aumento dos preços dos produtos da cesta básica.


“A nossa expectativa é que durante o primeiro semestre essa questão fique resolvida, se calhar até abril. Nós gostaríamos que antes de comemorarmos o 1.º de Maio víssemos esse quadro abordado e com reflexos já na situação económica e social dos trabalhadores”, apontou Manuel Viage.


Para o líder sindical, um ajustamento salarial acima da taxa de inflação esperada para 2017 era o “expectável”.


“Vamos trabalhar em sede da concertação social para que entre todas as partes intervenientes possamos encontrar um quadro de ajustamento de salário mínimo pelo menos acima da taxa de inflação que se espera em 2017”, disse ainda.


De acordo com o responsável, depois de no ano passado a UNTA-CS ter procurado “desenvolver uma política de manutenção dos postos de emprego”, em 2017 “o quadro é de retoma das atividades económicas tal como apontam as autoridades”, daí a necessidade de abordar um ajuste ao salário mínimo nacional.


Angola vive desde finais de 2014 uma profunda crise económica, financeira e cambial com consequências na perda do poder de compra, juntando-se a este facto a onda de despedimentos nas empresas que, segundo a UNTA, afetou sobretudo os setores da construção civil, comércio e serviços.



DYAS // EL


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