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Rui Rio defende “debate sério” no país sobre a regionalização

O ex-presidente da Câmara do Porto Rui Rio defendeu que deve ser feito um “debate sério” no país sobre a regionalização, “em nome” do interesse nacional, dos contribuintes e de uma despesa pública “mais saudável”.

Elvas, Portalegre, 16 dez (Lusa) — O ex-presidente da Câmara do Porto Rui Rio defendeu hoje que deve ser feito um “debate sério” no país sobre a regionalização, “em nome” do interesse nacional, dos contribuintes e de uma despesa pública “mais saudável”.


“O Poder Local Democrático, nestes 40 anos tem, como digo, uma obra notável e é isso que me faz ponderar e colocar à consideração do debate público se nós queremos estancar esta dívida brutal, se nós não devemos repensar da melhor maneira a forma de gerir os recursos públicos. E é aqui que eu enquadro um debate sobre a regionalização, sério, à escala nacional”, declarou.


Para Rui Rio, que falava em Elvas, no distrito de Portalegre, durante uma conferência promovida pelo PSD de Elvas sobre o “Poder Local, Reabilitação Urbana e Eurocidade”, o debate em redor da regionalização deve ser feito “em nome” do interesse nacional, dos contribuintes e de uma despesa pública “mais saudável”.


Rui Rio afirmou que “quem decide tem que estar mais próximo daquilo que é o problema e, dessa forma, conseguirá com menos dinheiro fazer mais, tal como as autarquias também o conseguiram ao longo destes 40 anos”.


“Em nome do interesse nacional, em nome dos contribuintes, em nome de uma despesa pública mais saudável, nós temos de fazer um debate de como é que vamos resolver isto. E nesse debate, em minha opinião, cabe a questão da proximidade do decisor político àquilo que são os problemas”, sublinhou.


Durante a sua intervenção, o ex-presidente da Câmara do Porto fez um balanço dos 40 anos de Poder Local Democrático, sublinhando, por diversas vezes, que o poder local transformou “de uma forma brutal” o país.


“Esquecendo as cinco maiores cidades, e se virmos todos os outros concelhos do país, a transformação em termos de qualidade de vida das pessoas que foi operada pelo poder local é brutal. Enquanto a administração central conseguiu muitas coisas boas, seguramente, para as populações, mas “conseguiu também muitos problemas”, observou.


“Se se lembrarem do que eram determinadas terras, Elvas, por exemplo, o que eram em 1972 ou 1973 e aquilo que são hoje, e aquilo que melhorou por força do poder local ou por força do poder central, o poder local dá 10-0 ao poder central”, acrescentou.



HYT // ARA


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