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Restabelecimento de relações diplomáticas com China é “decisão política de vulto” – PR são-tomense

O Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho, considerou hoje o reatamento das relações diplomáticas com a República Popular da China “como uma das decisões políticas de vulto” em São Tomé e Príncipe.

São Tomé, 31 dez (Lusa) – O Presidente são-tomense, Evaristo Carvalho, considerou hoje o reatamento das relações diplomáticas com a República Popular da China “como uma das decisões políticas de vulto” em São Tomé e Príncipe.


“Não só pelo papel crescente e assertivo deste país no xadrez político mundial, como também pelas facilidades que a China hoje disponibiliza aos países em vias de desenvolvimento”, disse Evaristo Carvalho, na mensagem do fim do ano.


É a primeira vez que o chefe de Estado são-tomense assume uma posição pública sobre o restabelecimento das relações diplomáticas com a Republica Popular da China, depois do anúncio, no passado dia 20, por parte do Governo do primeiro-ministro, Patrice Trovoada, do rompimento das relações diplomáticas com Taiwan.


“A nossa geografia e a nossa reduzida dimensão territorial e populacional impõem-nos um repensar sobre o modelo de desenvolvimento socioeconómico, muito particular e específico, que possa ser sustentável e capaz de combater as assimetrias que ameaçam os esforços governamentais, na procura do bem-estar e o progresso da população”, explicou Evaristo Carvalho.


Considera que a crise económica e financeira mundial que deu lugar a recessão nos países doadores, “afetou sobremaneira a capacidade destes em continuar a disponibilizar recursos financeiros para a Ajuda Pública ao Desenvolvimento e ao financiamento do seu Programa de Investimento Público”.


Na mensagem do novo ano, Evaristo Carvalho agradeceu aos países doadores, as instituições e as organizações multilaterais “em nome do Povo de São Tomé e Príncipe” pelo apoio concedido ao seu país “em momentos difíceis”.


“É um imperativo aumentar a nossa capacidade de absorção de ajudas e empréstimos, se quisermos efetivamente reduzir a pobreza e promover a coesão social, num país onde a incidência e a dimensão da pobreza afetam mais de metade da população”, lembrou Evaristo Carvalho.


O chefe de Estado são-tomense apoia as medidas e políticas “corajosamente assumidas e implementadas pelo Governo” no plano económico e financeiro, que resultaram na melhoria do ambiente de negócios que considera “favorável aos investimentos diretos estrangeiros e ao desenvolvimento de pequenas e médias empresas”.


O Presidente são-tomense cita o Fundo Monetário Internacional, “que atua como parceiro de desenvolvimento e fiscalizador das políticas macroeconómicas” do arquipélago como dito que São Tomé e Príncipe “continua a registar progresso na sua trajetória”.


“A apreciação de outros parceiros bilaterais e multilaterais de financiamento, designadamente o Banco Mundial, a União Europeia, o Banco Africano de Desenvolvimento e o Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África, vai também neste sentido e é com satisfação que gostaria de partilhar este denominador comum em relação ao nosso país”.


Mesmo assim, Evaristo Carvalho apelou para “esforços coletivos e refletidos” em “trabalhos diários e poupanças”.


“O trabalho deve ser um imperativo do quotidiano de todos os são-tomenses, o trabalho e a poupança devem tornar-se, antes de mais, os primeiros e principais instrumentos para o crescimento económico, sem os quais falar do bem-estar seria uma miragem”, explicou.


O chefe de Estado reconheceu que apesar da redução da pobreza figurar entre os objetivos fixados nas duas últimas estratégias de desenvolvimento do executivo são-tomense, “os desafios ainda são enormes neste domínio”.


“Para se alcançar este objetivo, diversificar a economia, reduzir o desemprego, sobretudo juvenil, e promover a coesão social, há que, necessariamente, continuar a manter o curso favorável dos índices macroeconómicos”, disse Evaristo Carvalho.



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