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Requalificação do eixo central de Lisboa eliminou 125 lugares de estacionamento

A requalificação do eixo central de Lisboa, abrangendo as avenidas Fontes Pereira de Melo, da República e zona envolvente, levou à redução de 125 lugares de estacionamento, informou a Câmara Municipal.

Lisboa, 25 jan (Lusa) – A requalificação do eixo central de Lisboa, abrangendo as avenidas Fontes Pereira de Melo, da República e zona envolvente, levou à redução de 125 lugares de estacionamento, informou hoje a Câmara Municipal.


“Antes do início das obras havia 649 lugares ao longo de todo o eixo central e, neste momento, temos 524. Perdemos 125”, disse o vereador do Espaço Público da autarquia, Manuel Salgado, que falava na reunião pública do executivo camarário.


O projeto do Eixo Central, em obras desde maio passado até janeiro deste ano, possibilitou o alargamento dos passeios, a criação de zonas verdes, a repavimentação das faixas de rodagem, o reordenamento do estacionamento e a criação de uma ciclovia bidirecional.


A intervenção, orçada em 7,5 milhões de euros, gerou a contestação de alguns moradores e comerciantes pelos impactos no tráfego e no estacionamento.


Em maio de 2016, o presidente do município, Fernando Medina, disse que as obras de requalificação implicariam a redução de 60 lugares de estacionamento.


Respondendo a questões da oposição, Manuel Salgado referiu que existem “bolsas previstas para residentes na envolvente”, num total de 297 lugares.


“Foi definido em maio passado pela EMEL [Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa]. A ideia é que agora que as obras estão implementadas, os lugares sejam usados”, assinalou o autarca da maioria socialista (que inclui os Cidadãos por Lisboa).


O mesmo responsável deu conta de que as avenidas da República e Fontes Pereira de Melo “já são zona vermelha” no que toca ao tarifário cobrado pela EMEL (divide-se entre o verde, amarelo e vermelho, consoante a procura) e, depois da reabilitação, “as avenidas 05 de Outubro e Defensores de Chaves também passam a ser”.


Isso significa “que os residentes têm sempre estacionamento e o resto passa a ser por rotação”, apontou Manuel Salgado, explicando que “os residentes são sempre privilegiados porque não podem ir [estacionar] para zonas vizinhas”.


“A razão pela qual não há mais lugares de estacionamento para moradores é porque se tivéssemos lugares destinados 24 horas aos residentes matávamos o comércio”, salientou.


Ao todo, existem 5.882 lugares em parques de estacionamento públicos pagos, número que vai ser aumentado em 428 lugares com o parque que “vai iniciar construção” no Arco do Cego e com o que “está em licenciamento” na Praça José Fontana, precisou Manuel Salgado.


Antes, o vereador do PCP João Ferreira perguntou “quais vão ser os critérios para atribuição de lugares aos moradores”, recordando a indicação dada outrora pela autarquia sobre uma avença mensal a um “preço simbólico”.


Contudo, a questão do valor ficou sem resposta.


Também interveniente na sessão, o centrista João Gonçalves Pereira afirmou que “foi anunciado que haveria um conjunto de sinalização que seria instalada relativamente às [novas] viragens à direita”, questionando quando é que isso estaria implementado.


Perguntou também quando “é que os semáforos [que ainda não estão ligados] vão começar a funcionar”.


Sobre esta questão, Manuel Salgado indicou que “a colocação dos semáforos está a ser feita e articula-se com a sinalização da viragem à direita”.


O responsável adiantou que ainda não foi colocada essa sinalização vertical porque se pretende “reduzir a sinalização vertical e privilegiar a horizontal”, de forma a “reduzir o número de obstáculos nos passeios”.



AYMN // ARA

By Impala News / Lusa


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