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Prioridade de Moçambique é a restauração da paz – Frelimo

A chefe da bancada parlamentar da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, Margarida Talapa, disse hoje que a restauração da paz constitui a prioridade do país.

Maputo, 22 dez (Lusa) – A chefe da bancada parlamentar da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, Margarida Talapa, disse hoje que a restauração da paz constitui a prioridade do país.


“A cultura da paz e de solidariedade humana, através do diálogo e da tolerância e da reconciliação, tendo em vista a construção de uma sociedade justa, democrática e unida, é uma pedra angular para a sociedade moçambicana”, afirmou Margarida Talapa, falando durante o lançamento da “Campanha Nacional da Oração”, uma iniciativa de confissões religiosas moçambicanas.


Por seu turno, o chefe da bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceiro maior partido, Lutero Simango, defendeu que o país deve empenhar-se num projeto sério de reconstrução nacional.


“Agora é hora de reconciliação, temos de nos reconciliar para que a família moçambicana embarque num projeto genuíno de reconstrução da nação, pedra a pedra, como anuncia o nosso hino nacional”, realçou Simango.


Falando na mesma ocasião, o antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano afirmou hoje em Maputo que o objetivo comum do país deve ser a paz e a reconciliação nacional, defendendo a construção de uma sociedade sem pobreza.


“O objetivo comum é a paz e reconciliação, é a cultura de paz, não é uma paz qualquer, mas uma paz completa, uma paz profunda, uma paz de Deus, paz de Cristo, paz completa, em todas as suas vertentes, sem criminalidade, sem carências gritantes, sem pobreza absoluta”, afirmou o ex-chefe de Estado moçambicano (1986-2005).


Moçambique está a braços com uma crise militar, marcada por confrontos no centro e norte do país entre as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas e o braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), na sequência da recusa do principal partido de oposição em aceitar os resultados das eleições gerais de 2014.


A Renamo acusa a Frelimo de ter viciado o escrutínio e exige governar em seis províncias onde reivindica vitória.


Governo e Renamo estão envolvidos em negociações de paz, mas ainda não lograram nenhum resultado palpável.


Paralelamente à crise política e militar, o país está a ser assolado por uma crise económica e financeira, provocada pelo declínio do Produto Interno, dívida insustentável, derrapagem da moeda nacional e inflação galopante.



PMA // EL


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