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Presidente moçambicano diz que economia está a recuperar da queda

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou em Maputo que a economia do país já está a recuperar da queda que registou no ano passado e dos choques externos, manifestando optimismo em relação ao desempenho de 2017.

Maputo, 27 jan (Lusa) – O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou hoje em Maputo que a economia do país já está a recuperar da queda que registou no ano passado e dos choques externos, manifestando optimismo em relação ao desempenho de 2017.


“A nossa economia vai despontando dos efeitos de choques severos que enfrentamos nos últimos anos, estes choques apresentam impactos diversificados nos principais indicadores económicos e financeiros do país”, afirmou Nyusi, falando durante a inauguração da nova sede do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), maioritariamente detido pelo grupo português CGD.


A retoma da economia moçambicana, prosseguiu o chefe de Estado moçambicano, traduz-se na recuperação da moeda nacional, o metical, face ao dólar americano, das reservas internacionais líquidas e da inflação.


“Desde outubro que o nosso metical está mais estável e a recuperar terreno depois de perdas acentuadas ocorridas ao longo de todo o ano passado, a taxa de câmbio de um metical contra o dólar recuou dos 80 meticais para cerca de 70, são ganhos importantes que importa prosseguir e consolidar, porque oferecem expetativas mais otimistas aos nossos empresários”, destacou Filipe Nyusi.


Segundo Nyusi, o banco central comprou dos bancos comerciais, 275 milhões de dólares (mais de 257 milhões de euros) no último trimestre de 2016, melhorando ainda o seu saldo e o rácio de cobertura de importação de bens e serviços não fatoriais para valores superiores a 3,5 meses.


O chefe de Estado moçambicano assegurou ainda que a auditoria internacional à dívida pública do país, exigida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelos doadores para o reatamento da ajuda financeira, decorre a um bom ritmo.


Filipe Nyusi apontou a sustentabilidade da despesa e da dívida pública, num cenário de imprevisibilidade dos desembolsos da ajuda externa, como um desafio que exige grandes reformas estruturais no setor público e produtivo.


A economia moçambicana sofreu no ano passado a pior queda dos últimos 15 anos, crescendo apenas 3,5%, depois de ter registado taxas acima de 5% ou mesmo perto dos 10% na última década.


A má prestação do Produto Interno Bruto deveu-se ao efeito combinado da queda das matérias-primas no mercado internacional, declínio do investimento estrangeiro, inflação galopante e acentuada desvalorização do metical.



PMA // EL

By Impala News / Lusa


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