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Presidente do PAICV quer ver contestação traduzida em candidaturas alternativas à sua liderança

A atual presidente e recandidata às eleições de final de janeiro no Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Janira Hopffer Almada, disse esperar que a contestação à sua liderança se materialize em candidaturas alternativas à liderança.

Praia, 05 jan (Lusa) – A atual presidente e recandidata às eleições de final de janeiro no Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Janira Hopffer Almada, disse hoje esperar que a contestação à sua liderança se materialize em candidaturas alternativas à liderança.


“Vou recandidatar-me à liderança do PAICV e já manifestei publicamente a vontade de poder ter outros candidatos à liderança. Tendo em conta a contestação de que venho sendo alvo por parte de alguns dirigentes, penso que a contestação deve ser estribada em visões alternativas e as visões alternativas devem submeter-se ao crivo dos militantes para poderem ser objeto de escolha”, disse Janira Hopffer Almada.


A presidente do PAICV, que falava hoje aos jornalistas em conferência de imprensa na cidade da Praia, lembrou que o prazo estabelecido para a apresentação de candidaturas é 14 de janeiro e adiantou que nessa data apresentará publicamente a sua recandidatura.


Desde 2014 na liderança do partido que durante os últimos 15 anos governou Cabo Verde, Janira Hopffer Almada viu em 2016 o PAICV sofrer duas derrotas eleitorais consecutivas, que a levaram a colocar o lugar à disposição e abriram caminho a eleições antecipadas.


Com o cenário de eleições diretas em janeiro, um grupo de 20 destacados militantes do agora maior partido da oposição divulgaram um «Manifesto de Militância» a pedir mais diálogo interno, mas sem contudo terem avançado até ao momento com uma candidatura alternativa à liderança.


Um compromisso com Cabo Verde e os cabo-verdianos, um compromisso com o partido e os militantes e uma atenção particular à governação serão, segundo Janira Hopffer Almada, as ideias base da sua moção de estratégia e orientação política para a liderança do PAICV.


“Uma atenção muito particular à governação para que possamos salvaguardar a boa governação que alcançamos nos últimos anos e sejamos alternativa credível para a governação do país”, disse.


Cerca de 33 mil militantes do PAICV vão a votos em eleições diretas a 29 de janeiro, enquanto o congresso nacional do partido está marcado para de 17 a 19 de fevereiro.


CFF // JMR


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