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Presidente de Moçambique defende adoção de línguas locais no combate à Sida

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, defendeu na quinta-feira a adoção das “línguas moçambicanas” na disseminação de mensagens para prevenir a Sida em Moçambique, apelando a uma maior atenção às pessoas infetadas.


Maputo, 02 dez (Lusa) – O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, defendeu na quinta-feira a adoção das “línguas moçambicanas” na disseminação de mensagens para prevenir a Sida em Moçambique, apelando a uma maior atenção às pessoas infetadas.


“Nas nossas ações de prevenção, devemos melhorar a nossa comunicação, através da ‘moçambicanização’ das mensagens. Isto é, utilizar as línguas nacionais”, declarou, na província de Maputo, durante uma cerimónia que assinalou o Dia Mundial de Luta Contra a Sida (01 de dezembro).


Além da clareza na transmissão de mensagens sobre a Sida, Filipe Nyusi disse que Moçambique precisa de envolver os líderes comunitários e religiosos nas estratégias de combate à epidemia, como forma de garantir a sua eficácia, principalmente nas zonas mais recônditas.


“Somos chamados a adotar uma atitude positiva face à saúde”, sublinhou o chefe de Estado moçambicano.


Moçambique é o oitavo país do mundo com maior prevalência de infeções com o vírus da Sida (VIH), com cerca de 1,5 milhão de pessoas infetadas e 40 mil mortes anuais, e corre contra o tempo para cumprir a meta de erradicar a epidemia até 2030.


Apesar de os dados oficiais apresentarem progressos no combate à Sida, organizações internacionais alertam para a vulnerabilidade das faixas etárias mais jovens a novas infeções, sobretudo entre as mulheres, e para riscos relacionados com a própria demografia.


Segundo dados da ONU-Sida, o número de novas infeções entre adultos reduziu 40% entre 2004 e 2014 e a cobertura de tratamento a mulheres grávidas com HIV permitiu uma redução de 73% de novas contaminações de crianças.



EYAC // MP


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