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Posição das ordens é razoável, mas orçamento não suporta esse valor — Ministro da Saúde

O ministro da Saúde considerou que a posição das ordens profissionais, que pedem um aumento de 1.200 milhões de euros para o setor, “é razoável”, mas defendeu que o orçamento não suporta “um acréscimo imediato desse valor”.

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Lisboa, 16 dez (Lusa) – O ministro da Saúde considerou hoje que a posição das ordens profissionais, que pedem um aumento de 1.200 milhões de euros para o setor, “é razoável”, mas defendeu que o orçamento não suporta “um acréscimo imediato desse valor”.


Adalberto Campos Fernandes foi questionado sobre a proposta de financiamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) das ordens profissionais do setor da saúde durante a inauguração de um centro cirúrgico e de internamento da Fundação Champalimaud, em Lisboa.


“Eu creio que a proposta não é para contratação de pessoal, porque seria, aliás, excessiva essa verba. A posição que as ordens profissionais têm tido – e têm tido a delicadeza de conversar connosco – é razoável e corresponde a uma expectativa que nós compreendemos”, afirmou o ministro, em resposta aos jornalistas.


“Compreendemos os argumentos”, realçou.


Contudo, o ministro da Saúde salientou que Portugal tem “obrigações internacionais, que são muito relevantes para o conjunto do país”, acrescentando: “Obviamente que nem o país suportaria em termos orçamentais um acréscimo imediato desse valor, nem o concerto internacional a que estamos obrigados a responder perante obrigações externas permitiria tal”.


“Reconheço, como sempre tenho dito, que o orçamento para a saúde está aquém das nossas necessidades. Mas também é importante dizer que, pela primeira vez, desde 2015 os orçamentos começaram a subir. Tenho a expectativa de que no final da legislatura, em 2019, nós estaremos alinhados com as necessidades”, declarou.


Em seguida, Adalberto Campos Fernandes argumentou que a melhoria do SNS “não é apenas pôr dinheiro em cima do sistema de saúde”, e que é preciso olhar não só para as receitas, mas também para as despesas.


“Como aqui foi referido a propósito dos casos que estão neste momento em curso, há muito dinheiro perdido e mal gasto. Temos de trabalhar do lado da receita, com certeza que sim, mas é preciso também que as ordens profissionais se pronunciem sobre eficiência, organização, utilização adequada dos recursos”, desafiou.


Segundo o ministro, o Governo está “a retomar uma trajetória de investimento que tinha sido interrompida nos anos anteriores” e “a fazer tudo” para que “se possa dizer que esta legislatura recuperou e projetou o SNS para um futuro de prosperidade”.


“O que estamos a fazer é, ano a ano, ao longo da legislatura, aumentar o orçamento e a dotá-lo com maior número de recursos. Repare-se, fecharemos este ano com mais 13.500 profissionais”, referiu.



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