Portugal quis manter operacionalidade da embaixada em Moscovo

Portugal quis manter operacionalidade da embaixada em Moscovo

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse hoje no parlamento que Portugal optou por não recorrer à medida “do nível mais alto” na reação ao caso Skripal, preservando a operacionalidade da embaixada portuguesa em Moscovo.

Lisboa, 04 abr (Lusa) — O ministro dos Negócios Estrangeiros disse hoje no parlamento que Portugal optou por não recorrer à medida “do nível mais alto” na reação ao caso Skripal, preservando a operacionalidade da embaixada portuguesa em Moscovo.


Augusto Santos Silva, que esta manhã está a ser ouvido, a pedido do PSD, pelas comissões parlamentares de Negócios Estrangeiros, Assuntos Europeus e Defesa sobre o caso Skripal, defendeu que o Governo português considera que a decisão de chamar o embaixador português em Moscovo foi “a apropriada” tendo em conta a “informação disponível” e “a natureza dinâmica” do processo.


“Decidimos começar não pelo fim”, disse, considerando que a chamada do embaixador Paulo Vizeu Pinheiro “para consultas” — no dia 27 de março e que se mantém ainda hoje – representou “um nível relativamente alto” de resposta diplomática, “mas não ainda o nível mais alto” – o que significaria a expulsão de diplomatas russos, como fizeram quase 30 países e a NATO.


O chefe da diplomacia portuguesa destacou que esta foi uma medida tomada “com prudência” e que Portugal mantém “todos os graus de liberdade”.


Além disso, Santos Silva destacou que o Governo pretendeu manter a “operacionalidade da embaixada” em Moscovo, onde se mantêm dois diplomatas, após o regresso a Lisboa do embaixador, para continuar a prestar apoio consular e económico aos portugueses e empresários com interesses na Federação Russa.


Na semana passada, quase 30 países da Europa — incluindo mais de metade dos Estados-membros da União Europeia -, América do Norte e Austrália, bem como a NATO, decidiram a expulsão de diplomatas russos, afetando um total de 140 funcionários, na sequência do envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal no Reino Unido, cuja responsabilidade Londres atribui a Moscovo.


O ex-espião russo Serguei Skripal, 66 anos, e a filha, Yulia, de 33, foram expostos a um gás neurotóxico a 4 de março e encontrados inconscientes num banco perto de um centro comercial em Salisbury, sul de Inglaterra.


O Governo britânico responsabilizou a Rússia, mas Moscovo nega.


O ex-espião continua em estado crítico, mas a filha recuperou na semana passada e está consciente e capaz de falar, segundo as autoridades.



JH // VM

By Impala News / Lusa


RELACIONADOS

Portugal quis manter operacionalidade da embaixada em Moscovo

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse hoje no parlamento que Portugal optou por não recorrer à medida “do nível mais alto” na reação ao caso Skripal, preservando a operacionalidade da embaixada portuguesa em Moscovo.