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Portugal mostrou que “algumas vozes no Eurogrupo andaram muito enganadas” — Centeno

O ministro das Finanças, Mário Centeno, considerou em Bruxelas que Portugal demonstrou que cumpre os seus compromissos e os números da execução orçamental confirmam que “algumas vozes no Eurogrupo andaram durante o ano de 2016 muito enganadas”.

Bruxelas, 26 jan (Lusa) — O ministro das Finanças, Mário Centeno, considerou hoje em Bruxelas que Portugal demonstrou que cumpre os seus compromissos e os números da execução orçamental confirmam que “algumas vozes no Eurogrupo andaram durante o ano de 2016 muito enganadas”.


Em declarações aos jornalistas à saída de uma reunião de ministros das Finanças da zona euro, na qual Comissão Europeia e Banco Central Europeu deram conta das conclusões da quinta missão de monitorização pós-programa (realizada em Portugal no final do ano passado), Centeno observou que “os números estão aí”, para demonstrar que, ao contrário do que alguns vaticinavam, Portugal está no bom caminho, “com um défice sustentadamente abaixo dos 3%”, o limiar inscrito no Pacto de Estabilidade e Crescimento, e a cumprir as metas com que se comprometeu.


“Eu acho que neste momento surpresa (com os dados da execução orçamental) provavelmente já não (há), mas houve seguramente a confirmação de que algumas vozes no Eurogrupo andaram durante o ano de 2016 muito enganadas”, disse o ministro, acrescentando que sublinhou durante a reunião a necessidade de, no futuro, todos os intervenientes — sem referir ninguém em concreto – serem mais comedidos nos seus comentários.


Segundo Centeno, “mais (grave) do que andar enganados neste mundo em que a comunicação é um fator chave, é o impacto que esses enganos têm noutras pessoas e noutras instituições”.


“Eu acho que fiz ver muito claramente nesta reunião que é muito importante que a comunicação melhore, que a utilização da informação melhore, que a análise que é feita sobre as políticas e aquilo que são as decisões dos países seja feita de forma um pouco menos apaixonada, mais racional no sentido daquilo que se quer, do seu conteúdo formal”.


Centeno reiterou que o atual Governo entrou em funções “numa situação em que os níveis de confiança internos e externos face a Portugal estavam em grande queda”, e que “o ano de 2016 foi um ano de consolidação de uma recuperação económica mas também nos níveis de confiança”.


“Neste momento, os números estão aí, eles provam que os compromissos que assumimos eram sérios, tinham bases para ser implementados”, disse, reforçando que os dados da execução orçamental, “tal como já foi anunciado pelo Governo e hoje reiterado, cumprirá todas as metas”, incluindo “um défice que não será superior a 2,3% do PIB”.


“Nós mantemos sempre os compromissos. E mostrámos de forma muito evidente a determinação do país em cumprir os seus compromissos. Durante o ano de 2016 houve dúvidas lançadas sobre a capacidade do país em cumprir. Pois o país mostrou que cumpre”, concluiu.



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By Impala News / Lusa


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