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PCP critica “conluio” governos/empresas, Costa recorda combate à corrupção como ministro

O líder comunista, Jerónimo de Sousa, desafiou hoje o chefe do Governo a uma “avaliação mais abrangente” sobre o “conluio” entre poder político e poder económico, num debate parlamentar quinzenal muito marcado pelas suspeitas de corrupção.

Lisboa, 09 mai (Lusa) – O líder comunista, Jerónimo de Sousa, desafiou hoje o chefe do Governo a uma “avaliação mais abrangente” sobre o “conluio” entre poder político e poder económico, num debate parlamentar quinzenal muito marcado pelas suspeitas de corrupção.


“É preciso mais, uma avaliação mais abrangente, que aborde o conjunto de ligações entre sucessivos governos e principais empresas e grupos económicos”, apelou o secretário-geral do PCP, questionando António Costa sobre a disponibilidade do executivo face a diversas iniciativas apresentadas para “contrariar práticas de conluio” e que mereceram, ao longo dos anos, a rejeição “com a convergência entre PS, PSD e CDS, fragilizando o combate à corrupção”.


Nas outras intervenções, sobretudo por parte da oposição PSD/CDS-PP, tinham já sido abordados os casos e polémicas que recaem sobre o antigo primeiro-ministro socialista José Sócrates e o seu ministro da Economia, Manuel Pinho, envolvido num processo relativo a alegadas rendas energéticas excessivas e recebimento indevido de dinheiro do grupo Espírito Santo.


“A disponibilidade do Governo para reforçar os meios de combate à corrupção é total”, afirmou o primeiro-ministro, aproveitando para demonstrar “algum orgulho” por “os grandes instrumentos” sobre “corrupção, alargamento da investigação criminal e combate ao branqueamento de capitais e tráfico de influências” terem resultado de iniciativas suas “como ministro da Justiça, complementado com um projeto de lei do PCP”.


Para António Costa, a corrupção é “um fenómeno que mina a confiança dos cidadãos na democracia, distorce a concorrência e é uma ameaça efetivamente às liberdades”.


Jerónimo de Sousa descreveu o problema que “continua a surgir ciclicamente no espaço público e sempre associado às relações de despudorada promiscuidade e submissão do poder político ao poder económico, ligações de quadros e dirigentes em grandes empresas e grupos económicos com responsabilidades em sucessivos governos, às opções de privatização com opções em processos pouco transparentes, num quadro de fortes suspeitas de corrupção e tráfico de influências”.


“Eu considero, aos anos que aqui ando, que gente séria há em todos os partidos, mas a verdade é que esta promiscuidade acaba por se situar neste problema, está na raiz da corrupção”, sentenciou, condenando as diversas “privatizações, concessões e Parcerias Público-Privadas”.



HPG // ZO

By Impala News / Lusa


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