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Partidos Guiné-Bissau saúdam “clareza da CEDEAO” sobre crise política no país

Líderes de sete partidos guineenses saudaram a “clareza e a contundência” do comunicado da última reunião de chefes de Estado e de governos da Africa Ocidental em relação aos caminhos para se acabar com a crise política na Guiné-Bissau.

Bissau, 19 dez (Lusa) – Líderes de sete partidos guineenses saudaram a “clareza e a contundência” do comunicado da última reunião de chefes de Estado e de governos da Africa Ocidental em relação aos caminhos para se acabar com a crise política na Guiné-Bissau.


Em comunicado a que a Lusa teve hoje acesso, líderes do PAIGC, PCD, PUN, PST, MP, UM e PND, elogiaram a forma como os chefes de Estado e de governos da Comunidade Económica de Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) olham pela questão da Guiné-Bissau e as soluções que preconizam para a saída da crise.


Diz o comunicado que as sete formações políticas “congratulam-se com a clareza e contundência dos pronunciamentos contidos no comunicado final” aprovado pela cimeira da CEDEAO que decorreu no último sábado na Nigéria.


No encontro, os lideres da Africa Ocidental instaram o Presidente guineense, José Mário Vaz, “para que se conforme aos dispositivos do Acordo de Conacri”, instrumento patrocinado pela CEDEAO e com o qual a organização acredita que a Guiné-Bissau poderá sair da crise politica que conhece há mais de ano e meio.


O Acordo de Conacri preconiza, entre outros, a nomeação de um primeiro-ministro de consenso entre as forças políticas com representação parlamentar e que seja ainda figura de confiança do chefe do Estado.


Quatro partidos signatários do Acordo de Conacri não tomaram parte no governo investido pelo Presidente guineense por considerarem que a figura nomeada para primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló, não reuniu o consenso necessário.


Para os sete partidos políticos – quatro com representação parlamentar e três sem presença no Parlamento – a posição dos líderes da CEDEAO “é uma oportunidade que não deve ser desperdiçada” pelo que, defendem, a classe política guineense devia inscrever a sua atuação à luz das recomendações da cimeira.


O grupo alerta, no entanto, para o que diz serem “elevados riscos” qualquer tentativa de deturpação, ou atraso na implementação das resoluções da cimeira de líderes da Africa Ocidental.


Quatro líderes do grupo deslocaram-se à Nigéria, a convite da CEDEAO, para acompanharem a cimeira.



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