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Parlamento de São Tomé e Príncipe aprovou OE para 2017 na especialidade

O parlamento são-tomense aprovou na especialidade o Orçamento do Estado (OE) e as Grandes Opções do Plano (GOP) para 2017, com os 33 votos favoráveis da maioria parlamentar que sustenta o governo.

São Tomé, 27 jan (Lusa) – O parlamento são-tomense aprovou hoje na especialidade o Orçamento do Estado (OE) e as Grandes Opções do Plano (GOP) para 2017, com os 33 votos favoráveis da maioria parlamentar que sustenta o governo.


O primeiro-ministro Patrice Trovoada disse estar “satisfeito” por ter “disponível esse instrumento fundamental para a ação governativa”, mas lamentou a “radicalização” da oposição por não participar nos debates na especialidade dos dois documentos e votar contra.


Todas as bancadas da oposição — 22 deputados-, votaram contra.


“Eu estava à espera que houvesse um pouco mais de participação e sugestão, mas isso foi a opção da oposição, de uma certa radicalização, mas o que importa agora é nós podermos trabalhar e o governo cumpriu a sua missão e agora pode atender os programas e desafios para o bem da nação”, disse Patrice Trovoada.


Segundo Patrice Trovoada, “o país está no bom caminho” e o seu governo “tem boas probabilidades de resolver os problemas da população”.


“A oposição deveria é colaborar, o governo não tem razão sempre, tem as suas deficiências e a oposição deveria estar a remar no mesmo sentido que é o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe”, defendeu o chefe do Executivo.


Jorge Amado, líder parlamentar do principal partido da oposição, o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata, salientou que a sua bancada teria votado a favor “se fosse um orçamento feito para corresponder verdadeiramente às aspirações da população”, o que não é o caso, considerou.


“É um orçamento que aumenta os impostos entre 500 a mil por cento, empobrece a classe dos trabalhadores, não gera emprego. Nós não temos razão para participar na sua discussão e aprovação”, acrescentou Jorge Amado, sublinhando que o orçamento “mente à nação porque a sua fonte de financiamento não é real”.


Por seu lado, Jorge Correia, da bancada do Partido da Convergência Democrática (PCD), sublinhou que o orçamento “não foi discutido”.


“Aceitamos que qualquer partido que tenha maioria, tem possibilidade de fazer passar o seu documento e por causa disso passou”, reconheceu, acrescentando que o governo não teve em conta os “alertas” do PCD para “fazer alterações necessárias”, pelo que “não fazia sentido” participar na discussão ou votar favoravelmente a proposta.



MYB // EL

By Impala News / Lusa


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