Parlamento da Catalunha inicia hoje processo de eleição de Quim Torra

Parlamento da Catalunha inicia hoje processo de eleição de Quim Torra

O parlamento da Catalunha inicia o processo de investidura do novo candidato à presidência do Governo regional, Quim Torra, do mesmo partido de Carles Puigdemont, que indicou o seu nome

Barcelona, Espanha, 12 mai (Lusa) — O parlamento da Catalunha inicia hoje o processo de investidura do novo candidato à presidência do Governo regional, Quim Torra, do mesmo partido de Carles Puigdemont, que indicou o seu nome na quinta-feira.


A página na Internet do parlamento refere que a primeira de duas sessões (a segunda realiza-se na segunda-feira caso o candidato não recolha mais de dois terços dos votos) começa às 12:00 (11:00 em Lisboa).


A investidura de Torra deverá ficar concluída apenas na segunda-feira porque os partidos independentistas “Juntos pela Catalunha” e Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) não têm a maioria absoluta necessária para que Torra seja investido na sessão de hoje.


O terceiro partido separatista, a Candidatura de Unidade Popular (CUP) anunciou que se deverá abster, o que retira a maioria necessária a uma investidura na primeira volta.


Com esta nomeação, os independentistas asseguram a nomeação de um apoiante da sua causa e evitam que sejam marcadas eleições cinco meses depois de terem ganho as últimas, em 21 de dezembro de 2017.


O líder independentista Carles Puigdemont, fugido à justiça espanhola, anunciou na quinta-feira, em Berlim, o nome de Quim Torra como sendo o candidato à sua sucessão.


Torra é uma das figuras menos conhecidas dos independentistas catalães, mas em 2015 dirigiu durante vários meses a poderosa associação cívica separatista Omnium Cultural.


Este editor, de 55 anos, entrou na política em dezembro passado quando foi eleito deputado regional na lista “Juntos pela Catalunha” de Carles Puigdemont.


O ex-presidente Carles Puigdemont fugiu à justiça espanhola e aguarda na Alemanha a sua extradição para Espanha, onde é acusado de delitos de rebelião e peculato na organização de um referendo ilegal sobre a autodeterminação da Catalunha, realizado em 01 de outubro de 2017.


Os partidos separatistas catalães voltaram a ganhar a maioria no parlamento regional em 21 de dezembro último, mas tiveram até agora dificuldade em eleger um presidente da Generalitat (governo regional) que não estivesse a ser investigado pela Justiça.



JOP (FPB) // EL

By Impala News / Lusa


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