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Onze novos ministros vão combater a crise, a criminalidade e garantir a paz na Venezuela

O Presidente da Venezuela remodelou quarta-feira o seu gabinete, designando 11 novos ministros, que terão como objetivo principal libertar o território da criminalidade, recuperar a economia, consolidar os programas governamentais de assistência social e garantir a paz.

Caracas, 05 jan (Lusa) – O Presidente da Venezuela remodelou quarta-feira o seu gabinete, designando 11 novos ministros, que terão como objetivo principal libertar o território da criminalidade, recuperar a economia, consolidar os programas governamentais de assistência social e garantir a paz.


“Necessitamos de uma renovação necessária do gabinete executivo e chamar às fileiras do governo um conjunto de companheiros, de forma a que se combine a experiência com o compromisso”, disse o chefe de Estado.


Nicolás Maduro falava no Quartel da Montanha (onde repousam os restos do falecido líder socialista Hugo Chávez, que presidiu ao país entre 1999 e 2013), em Caracas, durante um transmitido em direito de antena e de forma obrigatórias pelas rádios e televisões do país, naquela que foi a sua primeira alocução pública de 2017.


Uma das mudanças principais foi a designação do governador de Arágua, Tarek El Aissami, como vice-presidente da Venezuela, por ser, segundo o Chefe de Estado, “um líder indiscutível”, que concentrará a sua gestão na segurança dos cidadãos e na depuração das polícias regionais.


“Não me importa o cargo que tenham (…). Vamos com tudo contra os criminosos, os corruptos e os extremistas”, vincou Nicolás Maduro.


O novo vice-Presidente da República é socialista, advogado e criminólogo e, em 2008, foi ministro de Relações Interiores e Justiça, de Hugo Chávez. Durante a sua gestão criou a Polícia Nacional Bolivariana, o Conselho Geral de Polícia e a Universidade Nacional Experimental da Segurança, tendo ainda presidido à Comissão Presidencial para o Controlo de Armas, Munições e Desarmamante, assim como a Comissão Presidencial de Refugiados Dignos.


Por outro lado, o deputado Elías Jaua passa a ser novo ministro de Educação (geral) e vice-presidente das Missões Socialistas (programas de assistência social), enquanto que Adán Chávez, irmão do falecido presidente Hugo Chávez e atual governador de Barinas, terá a seu cargo o Ministério da Cultura.


O deputado, advogado e politólogo Hugbel Roa será o novo ministro de Educação Universitária, Ciência e Tecnologia.


Francisco Torrealba assumirá o Ministério do Trabalho e a médica Anonieta Caporales, atual diretora do Hospital Universitário de Caracas, o Ministério da Saúde.


Durante a alocução Nicolás Maduro anunciou ainda que a fusão dos ministérios económicos no Ministério de Economia e Finanças, que será dirigido pelo deputado Ramón Lobo, um economista, mestrado em gestão empresarial e professor universitário em matérias como contabilidade, economia e matemática financeira.


Por outro lado, o atual presidente da empresa estatal Petróleos de Venezuela SA (PDVSA), Eulógio del Pino, deixará o Ministério do Petróleo, sendo substituído pelo engenheiro Nelson Martínez, atual presidente da petrolífera Citgo (empresa venezuelana nos EUA).


No âmbito da reestruturação anunciada por Nicolá Maduro, a ministra do Gabinete da Presidência, a almirante chefe Carmen Meléndez (ex-ministra da Defesa), foi designada como vice-presidente de Política e Soberania da Venezuela.


Ramón Celestino será o novo ministro de Eco-Socialismo e Água, o almirante César Alberto Salazar Coll, o novo ministro das Obras Públicas.


O atual vice-Presidente da Venezuela, Aristóbulo Istúriz, passará a gerir o Ministério das Comunas e Trabalho Social, sendo também vice-presidente da pasta Socialismo Territorial, e a atual ministra de Comunas, Érika Farias, dirigirá o ministério de Agricultura Urbana.



FPG // ARA


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