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Óbtio/Soares: Schulz diz que desaparece um “visionário” cujo legado vai perdurar

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, considerou que, “com a morte de Mário Soares, Portugal e a Europa perdem grande estadista” e “um “visionário”, cujo “legado vai perdurar”, pois o antigo Presidente da República é “uma inspiração”.

Bruxelas, 07 jan (Lusa) — O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, considerou hoje que, “com a morte de Mário Soares, Portugal e a Europa perdem grande estadista” e “um “visionário”, cujo “legado vai perdurar”, pois o antigo Presidente da República é “uma inspiração”.


Em mensagens publicadas na sua conta na rede social twitter, o presidente da assembleia europeia aponta que Portugal e a Europa perdem “um visionário, um pragmatista, um reformista, um lutador e um democrata”.


“Como progressista, Soares é mais que uma figura histórica: é uma inspiração. Promoveu a liberdade, a igualdade e a dignidade. O seu legado vai perdurar”, escreve Schulz.


O presidente do Parlamento Europeu, também ele socialista, acrescenta ainda que Mário Soares “trouxe Portugal para o coração da família europeia” — referindo-se ao seu papel no processo de adesão à União Europeia -, proporcionando desse modo “aos cidadãos portugueses mais prosperidade, proteção social e liberdades”.


Mário Soares morreu hoje, aos 92 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde estava internado há 26 dias, desde 13 de dezembro.


O Governo decretou três dias de luto nacional, a partir de segunda-feira.


Soares desempenhou os mais altos cargos no país e a sua vida confunde-se com a própria história da democracia portuguesa: combateu a ditadura, foi fundador do PS e Presidente da República.


Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares foi fundador e primeiro líder do PS, e ministro dos Negócios Estrangeiros após a revolução do 25 de Abril de 1974.


Primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, foi Soares a pedir a adesão à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e a assinar o respetivo tratado, em 1985. Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.



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