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Óbito/Soares: Antigo Presidente brasileiro recorda “líder inspirador que ajudou país a sair do obscurantismo”

O antigo Presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso escreveu no jornal O Globo que “Portugal perdeu o líder inspirador que ajudou o país a sair do obscurantismo político para entrar no mundo da democracia e das liberdades”.

São Paulo, Brasil, 08 dez (Lusa) — O antigo Presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso escreveu hoje no jornal O Globo que “Portugal perdeu o líder inspirador que ajudou o país a sair do obscurantismo político para entrar no mundo da democracia e das liberdades”.


O político brasileiro, que era amigo pessoal de Mário Soares e até publicou um livro com ele chamado “Mundo em Português”, ressaltou na coluna que assina no jornal O Globo: “Vi-o, já Presidente, em suas viagens administrativas, daquela feita em Coimbra. Senti na ocasião o quanto um líder sincero pode exercer o poder com naturalidade e receber o respeito de seu povo”.


“Escrevemos juntos, dialogamos por décadas, eventualmente discrepamos, nunca perdemos a amizade, e eu, a admiração por ele”, completou.


O antigo Presidente brasileiro concluiu o texto manifestando a sua saudade e afirmando: “Não há tempo que faça esquecer as marcas que homens como Mário Soares deixam em sua passagem pela História. Viverá para sempre na memória e na inspiração que deixou”.


Mário Soares morreu no sábado no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde esteve internado 26 dias, desde 13 de dezembro.


O Governo decretou três dias de luto nacional, a partir de segunda-feira.


O corpo do antigo Presidente da República vai estar em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos a partir das 13:00 de segunda-feira, e o funeral de Estado realiza-se a partir das 15:30 de terça-feira, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.


Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.


Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.


Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.




CYR // JPS


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