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MPLA volta a não anunciar nome do candidato às eleições gerais em Angola

O vice-presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) pediu aos militantes mais trabalho para ganhar as eleições gerais previstas para agosto de 2017, mas o partido no poder desde 1975 continua sem anunciar o candidato.

Luanda, 10 dez (Lusa) – O vice-presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) pediu hoje aos militantes mais trabalho para ganhar as eleições gerais previstas para agosto de 2017, mas o partido no poder desde 1975 continua sem anunciar o candidato.


João Lourenço discursava em Luanda, durante o ato de comemoração dos 60 anos do MPLA, intervenção que fez de improviso durante mais de uma hora e no qual, contra as expectativas da última semana, voltou a não ser anunciado qualquer nome como cabeça de lista do partido à presidência da República nas próximas eleições.


A reunião do comité central do MPLA, realizada a 02 de dezembro, em Luanda, indicou, segundo fontes do partido, o nome do general João Lourenço, atual ministro da Defesa, para candidato a Presidente da República nas próximas eleições gerais. Contudo, o nome – e tão pouco a não recandidatura de José Eduardo dos Santos – não foi anunciado oficialmente até agora pelo partido.


Com o favoritismo a favor do MPLA, aquele dirigente preferiu exortar os militantes a “mais trabalho” para preparar as eleições de 2017.


“Precisamos de apanhar muito sol, precisamos de suar, de caminhar muito, de perder noites, de conversar muito com o povo, não apenas com os militantes, com o povo em geral e se o fizermos tenho a certeza que o povo angolano mais uma vez vai reiterar a sua confiança no partido, porque efetivamente só com o MPLA o povo angolano conhecerá dias melhores”, disse, numa intervenção anunciada para marcar o início da pré-campanha eleitoral.


Sobre o desenvolvimento do país, o vice-presidente do MPLA lembrou que Angola está a viver um momento particularmente difícil, “mas que é passageiro, é conjuntural”.


Segundo João Lourenço, alcançada a independência, a paz e a reconciliação nacional, chegou o momento de se encontrar “os soldados, os generais” do desenvolvimento.


Explicou que os soldados e generais do desenvolvimento “são aqueles talentos que vão gerir da melhor forma as nossas empresas, os nossos grandes conglomerados económicos”.


“Os generais que vão organizar a nossa economia, a tal ponto de passarmos a ter mais energia, água, educação, estradas, ensino, saúde. Em muitos casos, não podemos contar com os generais do passado, em muitos casos para esta nova fase de luta temos que descobrir outros generais-gestores”, disse.


“Temos que descobrir os gestores que com transparência, sabedoria, vão garantir que Angola se possa desenvolver nos próximos anos, mesmo que o preço do petróleo não suba”, acrescentou.


Perante milhares de apoiantes, no estádio 11 de Novembro, pediu para que os angolanos passem a pensar no desenvolvimento de Angola com petróleo ou sem esse recurso natural, porque o país tem várias riquezas naturais.


“Nós temos que nos perguntar a nós próprios por que razão há países que nunca tiveram petróleo, não sonham algum dia vir a ter petróleo e são países organizados, economicamente estável, porquê”, referiu.


“É verdade que tivemos o ‘handicap’ da guerra, a guerra prolongada, mas a guerra terminou e temos que começar a pensar seriamente em desenvolvermos o nosso país com petróleo ou sem petróleo”, frisou.


João Lourenço disse que o desafio para o período eleitoral que se avizinha, é o MPLA continuar a ser poder, “trabalhar para a vitória”.


“Temos que continuar a apelar ao registo eleitoral dos nossos militantes e o povo em geral para que em agosto de 2017 possamos exercer o nosso direito de escolher o partido político que durante os cinco anos vai governar o país”, salientou.



NME // SMA


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