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Monge imola-se pelo fogo em protesto contra Presidente sul-coreana

Um monge budista sul-coreano ficou em estado crítico depois de se ter imolado pelo fogo durante um protesto contra a Presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, informaram hoje as autoridades.

Seul, 08 jan (Lusa) — Um monge budista sul-coreano ficou em estado crítico depois de se ter imolado pelo fogo durante um protesto contra a Presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, informaram hoje as autoridades.


O monge, identificado como tendo cerca de 60 anos e cujo nome não foi revelado, imolou-se pelo fogo na noite de sábado no centro de Seul, onde milhares de pessoas se manifestaram pela 11ª semana consecutiva a pedir a saída de Park.


A Presidente foi destituída pelo parlamento sul-coreano em dezembro na sequência de um escândalo de corrupção em que está acusada uma sua amiga e confidente, Choi Soon-il.


Cabe agora ao Tribunal Constitucional decidir, num prazo de seis meses, se confirma ou não a destituição de Park Geun-Hye.


Choi Soon-il é considerada o ‘cérebro’ da trama de corrupção e tráfico de influências que levou o parlamento a destituir a Presidente sul-coreana, Park Geun-hye.


Os seus poderes presidenciais encontram-se suspensos, com o primeiro-ministro a liderar o Governo.


O monge que se imolou pelo fogo deixou uma nota a instar as autoridades a prender a Presidente, que acusou de cometer “traição”, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap.


O monge também chamou “traidora” a Park por um acordo com o Japão para estabelecer uma compensação para as mulheres forçadas a prostituírem-se para as tropas japoneses durante a II Guerra Mundial, segundo a Yonhap.


Críticos dizem que o acordo de 2015 não foi suficientemente longe para responsabilizar o Japão pelos abusos durante a guerra. As tensões entre os dois países aumentaram na sexta-feira, quando Tóquio chamou a consultas o seu embaixador por causa da estátua de uma “mulher de conforto”.


O monge sofreu queimaduras de terceiro grau e permanece inconsciente, segundo a polícia e pessoal do hospital da National Universityonde está a ser tratado.


Park e Choi — que está atualmente a ser julgada — negaram ambas as acusações.



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Lusa/fim


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