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MNE acredita que “forte ligação” entre Portugal e EUA pode até ser reforçada

O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou-se hoje em Bruxelas “muito tranquilo” com a futura administração norte-americana, e disse acreditar que “a forte ligação que existe entre Portugal e os Estados Unidos será mantida, se não reforçada”.

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Bruxelas, 07 dez (Lusa) — O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou-se hoje em Bruxelas “muito tranquilo” com a futura administração norte-americana, e disse acreditar que “a forte ligação que existe entre Portugal e os Estados Unidos será mantida, se não reforçada”.


Santos Silva, que falava aos jornalistas à margem de uma reunião dos chefes de diplomacia da NATO, no quartel-general da Aliança Atlântica, em Bruxelas, apontou designadamente o papel importante que pode vir a ser desempenhado pelo congressista Devin Nunes, neto de açorianos, considerado uma peça-chave na equipa de transição formada pelo Presidente eleito Donald Trump e que o ministro classificou como “muito amigo de Portugal” e particularmente sensibilizado para a questão da base das Lajes.


O ministro começou por referir que um dos assuntos debatidos na reunião de hoje da NATO, e sobre o qual todos os Aliados chegaram a acordo, foi “a necessidade de convocar a cimeira da NATO o mais depressa possível para o próximo ano, logo que esteja constituída a nova administração norte-americana, porque é preciso tornar absolutamente claro o papel essencial do laço transatlântico, seja para a Europa, seja para a América do Norte”.


Apontando que já tem havido contactos entre responsáveis e membros da Aliança e o Presidente eleito norte-americano, Augusto Santos Silva, questionado sobre se, bilateralmente, o executivo português já conseguiu entrar em contacto com Donald Trump, muito “procurado” pelos líderes de todo o mundo, afirmou que “o Governo português não participa nesse tipo de corridas”, até porque o seu interlocutor é “evidentemente a atual administração norte-americana”, mas manifestou-se muito tranquilo com o futuro das relações com Washington.


“Nós temos contactos estreitos com os EUA, temos aliás um trabalho em curso muito profundo com os EUA, que conduzimos com a atual administração (…) Ao mesmo tempo, sabemos todos que Portugal tem até uma posição de certa influência indireta no processo de transição, visto que um dos elementos chave da equipa de transição do presidente eleito é um congressista californiano não só de origem portuguesa, mas muito amigo de Portugal e que compreende bem em particular a centralidade estratégica das Lajes”, assinalou, referindo-se a Devin Nunes.


“E portanto, eu pessoalmente, como ministro dos Negócios Estrangeiros, estou muito tranquilo e julgo que a forte ligação que existe entre Portugal e os Estados Unidos será mantida, senão reforçada, e os dossiês, as questões que temos pendentes com os EUA serão resolvidas num processo de negociação que já começou e será concluído com benefícios para ambas as partes”, declarou.


No mesmo sentido, Santos Silva disse acreditar que as relações transatlânticas continuarão a ser privilegiadas pela futura administração norte-americana.


“Esperamos continuidade nas grandes linhas de orientação da política externa dos Estados Unidos, e uma das grandes linhas é precisamente a centralidade do laço transatlântico.


O presidente Trump, logo no seu discurso de celebração da vitória, teve o cuidado de dizer que os Estados Unidos estão comprometidos com os seus amigos e aliados, e nós somos aliados dos Estados Unidos”, apontou.



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