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México lança críticas implícitas a comentários protecionistas de Donald Trump

O governo mexicano rejeitou na sexta-feira o “uso do medo ou da ameaça” para fazer pressão sobre as decisões de investimento das empresas, numa crítica implícita às declarações protecionistas do Presidente eleito norte-americano, Donald Trump.

Cidade do México, 07 jan (Lusa) — O governo mexicano rejeitou na sexta-feira o “uso do medo ou da ameaça” para fazer pressão sobre as decisões de investimento das empresas, numa crítica implícita às declarações protecionistas do Presidente eleito norte-americano, Donald Trump.


Num breve comunicado que não menciona o nome do futuro Presidente dos Estados Unidos, a secretaria mexicana da Economia reitera o seu “compromisso para com as empresas mundiais” e a sua vontade em “garantir a segurança” dos projetos de investimento no México.


O México “rejeita categoricamente qualquer tentativa de influenciar as decisões de investimento das empresas ao fazer uso do medo e da ameaça”, refere o comunicado.


Durante a campanha para as eleições presidenciais norte-americanas, Donald Trump, em nome da defesa dos empregos nos Estados Unidos, criticou frequentemente o projeto do fabricante automóvel Ford para descentralizar no México várias das suas atividades.


Também anunciou que se fosse eleito iria impor fortes taxas à importação da Ford ou de outras empresas que deslocalizassem a sua atividade.


A Ford anunciou na terça-feira o abandono de um projeto de uma fábrica em San Luis Potosi, no centro do México, um investimento de 1,6 mil milhões de dólares.


Trump, que deverá tomar posse na Casa Branca a 20 de janeiro, ameaçou da mesma forma a General Motors na terça-feira e a Toyota na quinta-feira.


O México, a segunda maior economia da América latina, é signatário do Acordo Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA, em Inglês).


Donald Trump declarou várias vezes a sua intenção de renegociar este acordo e ameaçou retirar os Estados Unidos se o país não obtivesse melhores condições.



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