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Mário Soares: Carlos Moedas vai estar no funeral em representação da Comissão Europeia

O comissário europeu Carlos Moedas vai estar presente nas celebrações fúnebres do antigo Presidente da República Mário Soares, na terça-feira, pelas 13:00, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, em representação de Jean-Claude Juncker, informou a Comissão Europeia.

Lisboa, 09 jan (Lusa) — O comissário europeu Carlos Moedas vai estar presente nas celebrações fúnebres do antigo Presidente da República Mário Soares, na terça-feira, pelas 13:00, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, em representação de Jean-Claude Juncker, informou hoje a Comissão Europeia.


Para o Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, “a vida de Mário Soares confunde-se com a história recente de Portugal e com episódios marcantes do processo de construção da União Europeia”.


“O meu amigo Mário nunca virou a cara à luta e às responsabilidades de um democrata. (…) Foi também assim quando desempenhou com dinamismo e visão todas as funções que lhe foram confiadas pelo povo português, contribuindo decisivamente para tornar Portugal num membro indispensável da família europeia (…) Portugal e a Europa perdem um pouco de si”, disse Jean-Claude Juncker, de acordo com o comunicado do órgão executivo da União Europeia.


Já o comissário europeu responsável pela Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, declarou que Mário Soares “é um dos raros portugueses do Portugal contemporâneo de quem se pode dizer, realmente, que foi um cidadão do mundo”.


“Sobre a vida e obra de Mário Soares está quase tudo dito e escrito. Foi não só um dos construtores da democracia portuguesa, mas também um dos arquitetos da Europa – de uma certa ideia de Europa que hoje damos por adquirida. Falta acrescentar que ele se soube transcender a si próprio, ao seu país, e ao seu combate político, para figurar entre os grandes da História da Humanidade”, recordou Carlos Moedas.


Além do comissário europeu Carlos Moedas, os antigos primeiro-ministro francês Lionel Jospin, presidente do Brasil José Sarney e presidente da Comissão Europeia Jacques Santer, bem como o príncipe marroquino Moulay Rachid, irmão do rei, estarão presentes no funeral de Mário Soares, na terça-feira.


Estes nomes juntam-se às presenças já confirmadas do Presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, do vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, do ministro das Relações Externas (Negócios Estrangeiros) e da Cooperação de Espanha, Alfonso Dastis, e do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz.


O ex-presidente do Governo espanhol e ex-líder do PSOE, Felipe Gonzalez, liderará a delegação dos socialistas espanhóis, enquanto o presidente da Assembleia Nacional angolana, Fernando da Piedade Dias dos Santos, irá representar Angola nas cerimónias fúnebres.


O Presidente de Cabo Verde vai também participar nas cerimónias fúnebres em honra do antigo chefe de Estado português Mário Soares, bem como o Presidente do Brasil, Michel Temer.


Hoje participará ainda nas cerimónias fúnebres Artur Más, ex-presidente da Generalitat (governo autónomo catalão).


Mário Soares morreu no sábado, aos 92 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa.


O Governo português decretou três dias de luto nacional, até quarta-feira.


O corpo do antigo Presidente da República está em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos desde as 13:10 de hoje, depois de ter sido saudado por milhares de pessoas à passagem do cortejo fúnebre pelas principais ruas da capital com escolta a cavalo da GNR.


O funeral realiza-se na terça-feira, pelas 15:30, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, após passagem do cortejo fúnebre pelo Palácio de Belém, Assembleia da República, Fundação Mário Soares e sede do PS, no Largo do Rato.


Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.


Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.


Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.



SYSM (IEL/SMA/VAM)// SMA


Lusa/fim


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