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Mário Soares: 500 convidados recebem em silêncio urna nos claustros dos Jerónimos

Mais de cinco centenas de convidados assistiram em silêncio à entrada da urna de Mário Soares nos Claustros do Mosteiro dos Jerónimos, onde decorreu a sessão solene evocativa de homenagem ao antigo Presidente da República.

Lisboa, 10 jan (Lusa) – Mais de cinco centenas de convidados assistiram hoje em silêncio à entrada da urna de Mário Soares nos Claustros do Mosteiro dos Jerónimos, onde decorreu a sessão solene evocativa de homenagem ao antigo Presidente da República.


Faltavam poucos minutos para as 13:00 quando o caixão carregado a ombro por seis militares entrou nos claustros.


Com visível dificuldade, os militares subiram para o ‘palco’ instalado no centro dos claustros e aí colocaram a urna, coberta com a bandeira nacional.


Depois de se ouvir o hino nacional, João Soares, filho do antigo Presidente da República, fez a primeira intervenção da cerimónia.


Mário Soares morreu no sábado, aos 92 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa.


O Governo português decretou três dias de luto nacional, até quarta-feira.


O corpo do antigo Presidente da República esteve em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos entre as 13:10 de segunda-feira e as 11:00 de hoje, depois de ter sido saudado por milhares de pessoas à passagem do cortejo fúnebre pelas principais ruas da capital  com escolta a cavalo da GNR.


O  funeral realiza-se na hoje,  pelas 15:30, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, após passagem do cortejo fúnebre pelo Palácio de Belém, Assembleia da República, Fundação Mário Soares e sede do PS, no Largo do Rato.


Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.


Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.


Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.



VAM // SMA



Lusa/Fim


 


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