Marcelo Rebelo de Sousa estreia-se como árbitro de futebol

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, exerceu a função de árbitro, mas num jogo de futebol entre crianças das escolas da Obra das Irmãs Franciscanas, em Neves, São Tomé e Príncipe

Marcelo Rebelo de Sousa estreia-se como árbitro de futebol

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, exerceu na passada quarta-feira, dia 21 de fevereiro, a função de árbitro, num jogo de futebol entre crianças das escolas da Obra das Irmãs Franciscanas, em Neves, São Tomé e Príncipe.

O chefe de Estado levou muito a sério esta função e ainda marcou uma ou outra falta. Questionado sobre se se pode comparar esta arbitragem com a que faz na política portuguesa, respondeu: “há uma diferença aqui, nenhum deles conseguiu meter um golo”.

“Não deu muito trabalho […] não houve praticamente faltas, foi um jogo muito limpo, muito exemplar, gostei muito de arbitrar”, disse, referindo-se ao jogo disputado no campo de futebol oferecido pela Fundação Benfica a este projeto das Irmãs Franciscanas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, fez uma avaliação positiva do papel de árbitro de Marcelo Rebelo de Sousa, considerando que no jogo de hoje exerceu as suas funções de forma “totalmente imparcial”.

Em relação à “arbitragem” na política portuguesa, e questionado sobre se há necessidade de recorrer ao vídeo-árbitro, Santos Silva considerou que “essa comparação aplicada à política tem um problema” porque “toda a utilidade do vídeo-árbitro repousa no facto de ser possível repetir a observação de uma jogada e isso em política é impossível”.

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Na visita que fez à Obra das Irmãs Franciscanas, Marcelo falou com as crianças e assistiu a uma representação de dança por parte de um grupo de alunos

O Presidente elogiou a líder deste projeto, a irmã Lúcia, classificando-a como “uma força da natureza” pelos apoios que tem mobilizado para este projeto, apoiado por várias instituições privadas e pela cooperação portuguesa.

Este projeto começou há 18 anos, quando a irmã Lúcia chegou a São Tomé para dar aulas. Após aperceber-se das necessidades da população de Neves, começou por criar uma sala de aulas com 20 alunos.

O complexo foi crescendo e hoje já são mais de 1.200 crianças e cerca de 250 idosos a receber apoio. Além do lar e da escola, o complexo, que ocupa os dois lados de uma rua da cidade de Neves, a cerca de 30 quilómetros da capital são-tomense, tem ainda creche, jardim de infância, carpintaria ou atelier de costura.

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