Juiz proíbe protestos junto à Polícia Federal de Curitiba onde está preso Lula
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Juiz proíbe protestos junto à Polícia Federal de Curitiba onde está preso Lula

Um juiz brasileiro proibiu no sábado protestos e acampamentos nas imediações da sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba, onde o ex-Presidente Lula da Silva começou a cumprir uma pena de 12 anos e um mês de prisão.

Curitiba, Brasil, 08 abr (Lusa) — Um juiz brasileiro proibiu no sábado protestos e acampamentos nas imediações da sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba, onde o ex-Presidente Lula da Silva começou a cumprir uma pena de 12 anos e um mês de prisão.


Segundo fontes oficiais, a decisão foi tomada na noite de sábado no pelo juiz Ernani Mendes Silva Filho, após constatar a “concentração de pessoas e movimentos que podem causar perturbações aos residentes” e causar problemas à segurança.


Centenas de pessoas, contra e a favor da prisão do ex-chefe de Estado, concentraram-se nos arredores do edifício da Polícia Federal num clima de tensão que obrigou ao estabelecimento de um cordão policial de 30 metros para separar as duas fações.


Na decisão, o magistrado judicial proibiu a entrada de pessoas e viaturas não autorizadas nas ruas próximas da zona do edifício onde Lula da Silva está preso, para “garantir a segurança da população” e “evitar acontecimentos violentos”.


No auto, o juiz proíbe igualmente a montagem de estruturas e acampamentos nas ruas e praças da cidade sem prévia autorização municipal.


Entretanto, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior central sindical do Brasil, emitiu uma nota no seu ‘site’ dando orientações para que as suas estruturas desenvolvam imediatamente várias ações na sequência da “prisão política do companheiro Lula”.


Entre as ações está o “total apoio à vigília permanente em frente” ao prédio da Polícia Federal em Curitiba, indicando que “serão necessárias barracas, alimentação e infraestrutura”.


Na madrugada de quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou um ‘habeas corpus’ apresentado pela defesa de Lula da Silva, que visava evitar a sua prisão antes de se esgotarem os recursos na Justiça.


Na sequência da decisão do STF, o juiz federal Sérgio Moro decretou a prisão de Lula da Silva e deu como prazo a tarde de sexta-feira para o ex-Presidente brasileiro se apresentar voluntariamente à Polícia Federal na cidade de Curitiba, no Estado do Paraná, sul do Brasil.


No sábado, quase 26 horas depois do prazo dado pelo magistrado, Lula da Silva saiu a pé, rodeado de seguranças, do Sindicato dos Metalúrgicos onde se encontrava desde quinta-feira, em São Bernardo do Campo, no Estado de São Paulo, para se entregar à PF.


Poucos minutos passados das 18:30 (22:30 em Lisboa), terminado o prazo de meia hora que lhe foi dado pela PF para abandonar o edifício, e após uma primeira tentativa de saída impedida pelos seus apoiantes que cercavam o local, Lula da Silva “saiu andando” e entrou num veículo da PF que o aguardava nas imediações.


Depois de conduzido para a sede da PF em São Paulo, foi levado de helicóptero para o aeroporto de Congonhas, com destino a Curitiba.


Luiz Inácio Lula da Silva, 72 anos, foi o 35.º Presidente do Brasil (2003-2011) e é o primeiro ex-chefe de Estado condenado por um crime comum.


O ex-Presidente sempre se declarou inocente e, em março, considerou mesmo que a sua prisão era “a maior barbárie” jurídica na história do Brasil, porque seria o “primeiro preso político do país no século XXI”.


Lula da Silva foi considerado culpado do crime de corrupção e branqueamento de capitais, por ter alegadamente recebido um apartamento de luxo na cidade do litoral do Guarujá como suborno da construtora OAS, uma das empresas envolvidas nos escândalos da Operação Lava Jato.



SR (ANC/CYR) // SR

By Impala News / Lusa


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