Irão cruzou

Irão cruzou “linha vermelha” ao lançar ‘rockets’ contra posições israelitas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que o Irão cruzou uma “linha vermelha” ao ter disparado ‘rockets’ contra posições israelitas na Síria, ataques esses que desencadearam uma reação militar israelita contra posições iranianas no território sírio.

Jerusalém, Israel, 10 mai (Lusa) — O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que o Irão cruzou uma “linha vermelha” ao ter disparado ‘rockets’ contra posições israelitas na Síria, ataques esses que desencadearam uma reação militar israelita contra posições iranianas no território sírio.


“A nossa reação foi uma consequência. O exército israelita realizou um ataque de grande envergadura contra alvos iranianos na Síria”, disse Benjamin Netanyahu, num vídeo publicado na rede social Twitter.


A tensão no Médio Oriente, e nomeadamente no território sírio, aumentou nas últimas horas, com Israel a bombardear, quarta-feira à noite, dezenas de alvos iranianos na Síria e estruturas das forças governamentais de Damasco, em represália por um ataque atribuído ao Irão contra forças israelitas nos Montes Golã, território sírio que Israel invadiu em 1967 e anexou em 1981.


A escalada da tensão ocorre num contexto de incerteza em relação ao programa nuclear iraniano, depois de os Estados Unidos terem decidido abandonar o acordo nuclear entre o Irão e o grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – EUA, Rússia, China, França e Reino Unido – e a Alemanha).


O acordo, concluído em 2015, permitiu o levantamento de parte das sanções internacionais em troca do compromisso de Teerão de limitar o seu programa nuclear a fins civis.


Israel é um reconhecido opositor de Teerão e foi sempre um forte crítico deste acordo nuclear, tendo aplaudido a decisão dos Estados Unidos.


“Estamos envolvidos numa batalha prolongada. O nosso objetivo é claro: não deixaremos que o Irão se estabeleça militarmente na Síria”, prosseguiu o chefe de governo israelita, naquela que foi a sua primeira reação pública após os raides israelitas conduzidos sobre o território sírio.


“Vamos atacar cem vezes mais aqueles que nos atacam. E vamos agir atempadamente contra aqueles que se preparam para nos atacar. É isso que fizemos e vamos continuar a fazer”, advertiu Benjamin Netanyahu.


Momentos antes da divulgação desta declaração de Netanyahu, as agências internacionais indicaram que o embaixador de Israel junto da ONU denunciou ao Conselho de Segurança aquilo que apelidou como uma “agressão” por parte do Irão.


Segundo a agência noticiosa espanhola EFE, o representante diplomático israelita, Danny Danon, escreveu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas a pedir uma condenação do alegado ataque iraniano, mas também a apelar aos Estados com assento naquele órgão para que exijam a Teerão a saída das respetivas forças militares da Síria porque “não só é uma ameaça para Israel, mas também para a estabilidade de toda a região”.


“Israel considera o governo do Irão, juntamente com o regime sírio, diretamente responsável por este ataque e continuaremos a defender os nossos cidadãos com vigor contra todos os atos de agressão”, referiu o embaixador israelita, num comunicado.


Danny Danon disse que o seu país “não está interessado numa escalada”, mas que “em nenhuma circunstância” permitirá que o Irão “estabeleça uma presença militar na Síria, cujo propósito é atacar Israel”.


“Temos alertado repetidamente sobre a alarmante consolidação do Irão na Síria e este ato de agressão é, infelizmente, uma materialização desses alertas”, frisou o representante diplomático israelita.



SCA // ANP.

By Impala News / Lusa


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