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Inquérito/CGD: PSD volta a confrontar Ferro com recusa de alargar âmbito da comissão

O PSD voltou hoje a confrontar, durante a conferência de líderes, o presidente da Assembleia da República com a recusa de alargar o objeto da Comissão de Inquérito da Caixa Geral de Depósitos, numa troca acesa de argumentos.

Lisboa, 01 fev (Lusa) — O PSD voltou hoje a confrontar, durante a conferência de líderes, o presidente da Assembleia da República com a recusa de alargar o objeto da Comissão de Inquérito da Caixa Geral de Depósitos, numa troca acesa de argumentos.


De acordo com o porta-voz da conferência de líderes, o social-democrata Duarte Pacheco, este tema foi o que “ocupou mais tempo” da reunião de hoje, que durou cerca de hora e meia.


Na semana passada, o PSD, na sua ‘newsletter’ diária, tinha acusado Ferro Rodrigues de colocar em causa “o regular funcionamento do parlamento” ao rejeitar o alargamento do objeto da Comissão de Inquérito sobre a Caixa Geral de Depósitos (CGD) à recapitalização do banco público, argumentos que foram hoje repetidos na conferência de líderes.


De acordo com fontes presentes na reunião, Ferro Rodrigues considerou que tinha sido alvo de um ataque de caráter por parte do PSD, tendo os sociais-democratas respondido que tinha sido o presidente da Assembleia a colocar-se no nível do combate político.


Para o PSD, o parecer jurídico em que Ferro Rodrigues sustentou a sua recusa em alargar o objeto da comissão “é muito lato” e permite várias interpretações.


Segundo Duarte Pacheco, Ferro Rodrigues justificou na conferência de líderes a sua recusa sustentando-se quer no parecer jurídico, quer na Constituição, não tendo alterado a sua posição sobre a matéria.


Na semana passada, num artigo na ‘newsletter’ do PSD, o vice-presidente da bancada social-democrata Hugo Soares tinha afirmado que a decisão de Ferro Rodrigues o colocava num “terreno pantanoso”, por “alinhar na narrativa consolidada de ser desnecessário, e até contraproducente, contar a verdade aos portugueses”.


“Assim se coloca em causa o regular funcionamento do parlamento”, acusava então o deputado social-democrata.


A 24 de janeiro, o Presidente da Assembleia da República rejeitou o alargamento do objeto da comissão parlamentar de inquérito à CGD ao processo de reestruturação e recapitalização do banco, conforme tinham pedido PSD e CDS-PP.


De acordo com o despacho ao qual a agência Lusa teve acesso, Ferro Rodrigues explicou que, no parecer pedido à auditora jurídica, esta considerou não existir fundamento para admitir o alargamento da comissão à “avaliação do Plano de Reestruturação e de Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos”.


A comissão de inquérito à CGD tomou posse a 05 de julho na Assembleia da República, e debruça-se, por exemplo, sobre a gestão do banco público desde o ano 2000, abordando ainda os factos que levaram ao processo de recapitalização da CGD, que foi aprovado por Bruxelas – o objetivo de PSD e CDS era incluir os novos dados da recapitalização no âmbito dos trabalhos.



SMA/HPG // VAM


By Impala News / Lusa


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