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Guardas prisionais entregam reivindicações ao primeiro-ministro

O Sindicato Nacional do Corpo de Guarda Prisional entregou ao primeiro-ministro um conjunto de reivindicações remuneratórias que deram origem à vigília de protesto que decorreu junto do Palácio de S. Bento, em Lisboa.

Lisboa, 24 jan (Lusa) — O Sindicato Nacional do Corpo de Guarda Prisional entregou hoje ao primeiro-ministro um conjunto de reivindicações remuneratórias que deram origem à vigília de protesto que decorreu junto do Palácio de S. Bento, em Lisboa.


O presidente do sindicato, Jorge Alves, deslocou-se à residência oficial de António Costa, onde entregou um conjunto de reivindicações a exigir promoções, o pagamento de subsídio de turno/noturno, “o fim do trabalho escravo” e atualização da tabela remuneratória por equiparação à PSP e cerca de 40 ofícios já enviados à ministra da Justiça e para os quais, diz o sindicato, não obtiveram resposta.


Na vigília, Jorge Alves alertou que as exigências dos guardas prisionais são antigas e que nos últimos tempos “nada mudou”.


“Temos guardas prisionais na mesma categoria há 19 anos e isso não acontece em nenhuma outra força ou serviço de segurança. São situações que preocupam e desmotivam o corpo da guarda prisional”, disse.


Apesar da redução de cerca de 600 reclusos, as cadeias continuam sobrelotadas com uma população cada vez mais jovem, mais violenta e organizada e isso “nota-se na criminalidade dentro das cadeias, no tráfico de droga e de bens e no tráfico de influências”, disse.


Sobre o que o sindicato classifica de “trabalho escravo”, o sindicalista explicou que se trata do trabalho que os guardas prisionais fazem gratuitamente, já que não recebem subsídios de turno nem noturno.


“A direção geral dos serviços prisionais refugia-se no horário permanente e obrigatório para nos exigir que trabalhemos o que entendem. Isto ultrapassa em cerca de mais uma semana o trabalho por mês. Em cinco anos equivale a seis meses de prisão efetiva em termos de trabalho gratuito”.


Sobre a disponibilidade manifestada pela ministra da Justiça para dialogar com o sindicato, Jorge Alves mostrou-se cético, lembrando que as reivindicações são antigas e que os ofícios enviados pelo sindicato não obtiveram respostas.


“Temos conversado com as estruturas sindicais dos guardas prisionais. Temos noção das questões que estão em cima da mesa, é mais um problema de tempo”, disse Francisca Van Dunem na segunda-feira, no Cadaval.


Em resposta, Jorge Alves disse esperar que a ministra “passe das palavras aos atos e que não se preocupe apenas com os tribunais, sabendo que os tribunais dão votos e as cadeias não dão votos nas eleições”.


O sindicato anunciou, entretanto, uma greve para 07 e 08 de fevereiro.


O mapa de pessoal dos serviços prisionais para este ano prevê a existência de quase cinco mil guardas.



CC // PMC

By Impala News / Lusa


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