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Governo são-tomense só permite investimento estrangeiro no comércio superior a 5 milhões de dólares

O primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, anunciou que vai “fechar o comércio aos estrangeiros” que não invistam mais de cinco milhões de euros no país.

São Tomé, 20 dez (Lusa) – O primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, anunciou que vai “fechar o comércio aos estrangeiros” que não invistam mais de cinco milhões de euros no país.


“Nós somos um país aberto, mas a nível do comércio, nós vamos fechar o comércio aos estrangeiros a não ser que o investimento seja de um certo nível, essa é a nossa decisão”, disse Patrice Trovoada, na segunda-feira, durante o debate parlamentar sobre o estado da Nação.


“O nacional tem que ser aqueles que temos que dar prioridade no comércio. Se o estrangeiro vier investir cinco milhões de euros não em linha de crédito, mas em edifício, tudo bem. Mas abaixo disso nós não daremos mais autorização a estrangeiros para abrir uma tasca aqui na esquina e fazer concorrência aos nacionais”, acrescentou.


O chefe do Governo são-tomense disse ser apologista do mercado com limite.


“Eu não sou um adepto do mercado livre a 100%, nós temos uma economia muito pequena e nós vamos fazer algumas reformas a nível do setor comercial para acabar com a liberalização excessiva”, sublinhou.


“Nós estamos inspirados pelo pragmatismo e não pelo dogmatismo e há coisas que nós temos que abrir e há outras que temos que fechar, há coisas que temos que privatizar e há coisas que temos que nacionalizar, o que importa é o interesse dos são-tomenses”, garantiu o primeiro-ministro.


Patrice Trovoada disse ainda que o seu Governo está a avaliar a possibilidade de recapitalizar os comerciantes nacionais, maioria dos quais estão totalmente falidos e outros a perderem os seus bens a favor dos bancos onde contraíram empréstimos.


“A questão da recapitalização dos comerciantes nacionais é também outra questão que nós estamos a equacionar. Hoje nós sabemos qual é a situação dos comerciantes nacionais em termos de capital, nós sabemos qual é a situação com os bancos, etc. e nós estamos a equacionar tudo isso”, concluiu.


Em São Tomé, os libaneses e chineses dominam os grandes comércios enquanto os nigerianos e alguns camaroneses dominam o mercado informal que vende maioritariamente peças autos e vestuários.



MYB // VM


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