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Governo da Colômbia e Exército de Libertação Nacional preparam-se para relançar processo de paz

O Governo da Colômbia e a guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda mais importante do país, iniciaram no Equador uma ronda de contactos exploratórios tendo em vista o estabelecimento de uma fase pública de negociações de paz.

Quito, 14 jan (Lusa) — O Governo da Colômbia e a guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda mais importante do país, iniciaram no Equador uma ronda de contactos exploratórios tendo em vista o estabelecimento de uma fase pública de negociações de paz.


“Hoje [sexta-feira] reuniram-se. Amanha continua”, disse à agência Efe uma fonte do Governo colombiano.


A emissora Rádio Nacional Patria Libre, rádio oficial do ELN, confirmou também o início dos encontros que classificou como positivos.


“A reunião foi breve mas muito positiva”, indicou a rádio através da sua conta de Twitter, dizendo que o encontro aconteceu às 16:00 (21:00 em Lisboa) e nele participaram “alguns delegados” de ambas as partes.


As sessões exploratórias decorrem num ambiente de secretismo, sem informação sobre o local ou conteúdo.


Se terminar com êxito, as partes avançam para uma fase pública de negociações com o objetivo a pôr fim a um conflito armado de 52 anos.


O sequestro do ex-congressista Odín Sánchez, na posse da guerrilha há oito meses, bloqueou o início da fase pública da negociação no passado dia 27 de outubro, data em que ambas as partes iriam negociar em Quito.


Apesar de tudo estar pronto para um ato formal de instalação de uma mesa de diálogo, o Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, adiou a viagem dos negociadores até Sánchez ser libertado, o que ainda não aconteceu.


Odín Sánchez Montes de Oca foi sequestrado no departamento de Chocó, noroeste da Colômbia. A 31 de dezembro a guerrilha entregou uma prova de vida do ex-congressista.


Na semana passada, Santos exigiu ao ELN que liberte todos os sequestrados que tem em seu poder.


O ELN e o Governo começaram as negociações secretas em janeiro de 2014 para preparar a abertura de conversações oficiais, mas o processo tropeçou em detenções de ambos os lados.


A 02 de outubro os colombianos rejeitaram em referendo o processo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), proposto por Juan Manuel Santos, que dias depois recebeu o prémio Nobel da paz deste ano.



ISG (IM)//ISG


Lusa/fim


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