Fundo das Nações Unidas apoia Angola a recuperar agricultura dos efeitos da seca
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Fundo das Nações Unidas apoia Angola a recuperar agricultura dos efeitos da seca

Angola vai implementar durante quatro anos um projeto de recuperação agrícola nas províncias do sul afetadas pelas alterações climáticas, com o apoiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola.

Angola vai implementar durante quatro anos um projeto de recuperação agrícola nas províncias do sul afetadas pelas alterações climáticas, com o apoiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), agência especializada das Nações Unidas.

O projeto ARP, de acordo com informação do Ministério da Agricultura e Florestas de Angola, está avaliado em 7,6 milhões de dólares (6,2 milhões de euros) e junta-se a um outro, SAMAP, de desenvolvimento da agricultura familiar e comercialização, de 38,8 milhões de dólares (31,6 milhões de euros), a realizar durante cinco anos.

Ambos os projetos têm lançamento previsto para quinta-feira, em Luanda, na presença do presidente do FIDA, Gilbert Houngbo, que inicia nesse dia, e até sexta-feira, uma visita a Angola.

“Para discutir investimentos em comunidades rurais a fim de melhorar a segurança alimentar e proporcionar oportunidades de emprego para jovens rurais”, explicou aquele Fundo, em nota enviada à Lusa.

Segundo a informação do FIDA, o projeto ARP destina-se a abordar os problemas de segurança alimentar em Angola, “que foram agravados pelos repetidos eventos climáticos”, como El Niño (secas) e La Niña (inundações), nas áreas visadas, no sul.

Recorda que, em Angola, o setor da agricultura contribui em média com apenas 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, mas emprega 44% da população.

Além disso, “mais de metade dos pobres” de Angola vivem nas áreas rurais e “dependem exclusivamente da agricultura para a sua subsistência”, com os jovens dessas áreas mais remotas a enfrentarem o “duplo desafio” de querer explorar oportunidades alternativas de subsistência além da agricultura e pesca artesanal, tendo, ao mesmo tempo, “pouco treinamento formal para ingressar no mercado de trabalho”.

“A agricultura e a agroindústria têm grande potencial para proporcionar empregos e meios de subsistência,” afirma o presidente do FIDA, na mesma nota.

“Precisamos proporcionar investimento e apoio para ajudar os jovens a encontrar empregos. O empoderamento dos jovens rurais pode ser um catalisador para concretizar a agenda global de desenvolvimento e precisamos da energia, força e criatividade dos jovens para impulsionar a transformação rural e construir sistemas de alimentação sustentáveis”, acrescenta Gilbert Houngbo, que deverá reunir-se em Luanda com o Presidente angolano, João Lourenço, e outros membros do Governo.

Desde 1991, o FIDA já financiou sete programas e projetos de desenvolvimento rural em Angola, beneficiando diretamente 268.600 famílias rurais, num investimento total de 147,3 milhões de dólares (120 milhões de euros), dos quais 82 milhões de dólares (66,8 milhões de euros) garantidos pelo Fundo.

Criado em 1977, o FIDA tem como objetivo da erradicação da fome e da pobreza no mundo.

 


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