Eurogrupo apoia medidas para alívio da dívida grega no curto prazo

Eurogrupo apoia medidas para alívio da dívida grega no curto prazo

Os ministros das Finanças da zona euro acordaram, em Bruxelas, algumas medidas para aliviar a dívida grega no curto prazo, designadamente a nível dos prazos de pagamentos dos empréstimos dos parceiros europeus e taxas de juro aplicadas.

Bruxelas, 05 dez (Lusa) — Os ministros das Finanças da zona euro acordaram hoje, em Bruxelas, algumas medidas para aliviar a dívida grega no curto prazo, designadamente a nível dos prazos de pagamentos dos empréstimos dos parceiros europeus e taxas de juro aplicadas.


No final da segunda sessão de trabalhos da reunião de hoje do Eurogrupo, dedicada à Grécia, o líder do Mecanismo Europeu de Estabilidade, Klaus Regling, explicou que estas medidas de curto prazo, concebidas pela sua instituição, começarão já a ser aplicadas “nas próximas semanas”, e embora apontando que é difícil nesta fase “quantificar” o valor do conjunto de medidas, estas irão ter “um impacto significativo na sustentabilidade da dívida grega”.


O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, lembrou que o acordo alcançado em maio passado relativamente à sustentabilidade da dívida grega previa medidas em várias categorias, estando para já apenas em cima da mesa — e dependente da finalização da segunda revisão do programa de assistência ainda em curso — as medidas de alívio a curto prazo, até 2018.


Os responsáveis europeus têm rejeitado liminarmente a adoção de medidas idênticas de alívio da dívida para outros países que estiveram também sob programa, como Portugal, defendendo que o caso da Grécia é único.


Na anterior reunião do Eurogrupo, celebrada em novembro, Dijsselbloem garantiu que o Eurogrupo não discutiu nem discutirá uma eventual renegociação dos juros da dívida portuguesa, argumentando que há uma “grande diferença” relativamente à Grécia.


“Não discutimos e não vamos discutir, porque Portugal é capaz de gerir a sua própria dívida. E não estamos certos que assim seja no caso da Grécia, é essa a grande diferença. Não vamos confundir” as situações, declarou o presidente do Eurogrupo.


Na mesma ocasião, Regling corroborou a ideia de Dijsselbloem, ao defender que os casos de Portugal e Grécia são muito distintos, exemplificando com os juros da dívida a 10 anos no mercado secundário, que no caso de Portugal rondam os 3,5%, enquanto para a Grécia são de 8%, apontou.



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Lusa/fim


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